Fórmula 1

Demitido por email, ex-pupilo da McLaren recebe segunda chance rara

AFP PHOTO/WILLIAM WEST
Imagem: AFP PHOTO/WILLIAM WEST

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

04/02/2016 06h00

Com a confirmação de última hora de que ocupará o lugar de Pastor Maldonado na Renault, Kevin Magnussen ganha uma rara segunda chance na Fórmula 1. O piloto, que foi demitido da McLaren por e-mail no dia de seu aniversário, no final do ano passado, terá a chance de mostrar seu valor após o venezuelano perder a vaga.

Filho do ex-piloto da Fórmula 1 Jan Magnussen, Kevin chegou à categoria como protegido da McLaren após ter tido bons resultados na base, incluindo o vice-campeonato na F-3 Britânica - quando teve como companheiro o brasileiro Felipe Nasr, campeão na ocasião - e o título da F-3 Euroseries.

Alçado a substituto de Lewis Hamilton na McLaren, Magnussen teve um início de carreira promissor, com um pódio logo na estreia, na Austrália. Porém, logo ficou claro que 2014 seria um ano difícil para o time inglês e o dinamarquês se limitou a brigar pelas últimas posições dentro do top 10 ao longo do ano. Na comparação direta com o experiente companheiro Jenson Button, teve um duelo equilibrado em classificações - 10 a 9 a favor do inglês - mas ficou bem aquém do campeão de 2009 em corridas - 14 a 3, o que justifica a diferença de pontos considerável: 126 contra 55.

Ainda assim, a McLaren demorou a decidir manter Magnussen ou não como titular quando foi anunciada a contratação de Fernando Alonso para a temporada de 2015: a confirmação de que Button seguiria no time e o dinamarquês seria o reserva só saiu em dezembro.

Magnussen ainda teria uma inesperada chance de mostrar serviço quando Alonso anunciou que ficaria de fora da primeira corrida devido a uma concussão sofrida em um acidente na pré-temporada. Mas o carro da McLaren ficou no caminho antes mesmo da largada do GP da Austrália.

Com a confirmação de Button para 2016 e a ascensão de Stoffel Vandoorne, outro protegido da McLaren e campeão incontestável da GP2 ano passado, Magnussen ficou sem lugar no time e, ainda que adotasse o discurso de “sei como vencer corridas e minha intenção segue sendo ser campeão da F-1”, sua carreira parecia seriamente comprometida até que a crise do petróleo e a situação interna da Venezuela fizeram com que os patrocinadores de Maldonado não honrassem seus compromissos e o piloto fosse substituído.

Segundas chances
Ter uma segunda chance na Fórmula 1 tem sido raridade nos últimos anos. Vários pilotos, como Sebastien Buemi e Jean Eric Vergne, tentaram se manter dentro do esporte após serem demitidos, assumindo o papel de reservas, mas não conseguiram voltar ao grid.

Porém, há alguns casos de sucesso, como o de Romain Grosjean. O francês chegou à categoria às pressas após a demissão de Nelsinho Piquet no meio da temporada de 2009 e encontrou um carro difícil na Renault e Fernando Alonso como companheiro. Foi destroçado pelo espanhol e saiu da F-1 pela porta dos fundos no final daquele ano. Grosjean chegou a trabalhar em um banco na Suíça, enquanto competia em categorias de turismo.

Depois de ganhar algumas oportunidades na GP2 e mostrar serviço, o francês foi contratado para a temporada de 2011 e não decepcionou, sendo campeão na principal categoria de acesso à F-1. Em 2012, retornou pela Lotus - que comprara o espólio da Renault - e alternou altos e baixos até se firmar nos anos seguintes. Hoje se prepara para comandar o projeto da nova equipe Haas.

Ao seu lado, estará outro piloto que está tendo uma segunda chance: muito em função dos patrocinadores mexicanos, é verdade, Esteban Gutierrez voltará ao grid depois de passar um ano como piloto reserva da Ferrari. No final de 2014, o piloto perdeu sua vaga na Sauber após duas temporadas no time suíço.

Outro exemplo de segunda chance ocorreu com Nico Hulkenberg - titular na Williams em 2010 e reserva na Force India em 2011, onde foi promovido no ano seguinte é titular até hoje.

Mas o piloto mais famoso a ter uma segunda chance foi Kimi Raikkonen: demitido da Ferrari em 2009, apenas dois anos depois de ter sido campeão pela equipe de Maranello, o finlandês chegou a tentar a sorte no Mundial de Rali, mas fez um retorno surpreende à F-1, pela Lotus, em 2012. Com pódios e vitórias mesmo correndo em uma equipe média, acabou retornando à Ferrari em 2014.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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