Fórmula 1

Massa diz que trabalho na Williams é bem feito, mas pede "pés no chão"

Mark Thompson/Getty Images
Felipe Massa aprova o trabalho feito pela Williams nos últimos anos Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

16/02/2016 17h59

O piloto Felipe Massa está confiante de que a Williams conseguirá evoluir de produção durante a próxima temporada.

Em entrevista ao “Tá na Área”, da Sportv, o piloto brasileiro ressaltou que já está pensando nos ajustes que serão necessários para a próxima temporada e que, após alguns anos de decepção, prefere ter pés no chão ao projetar o desempenho da escuderia no ano.

“Já trabalhamos no carro de 2016 bem antes do que paramos para preparar o carro de 2015. Para chegar mais perto de outras escuderias precisamos treinar muito. Espero que o trabalho siga nessa direção, a equipe está confiante, mas já conheço um pouco esse filme. Muitos campeonatos em que estávamos confiantes na pré-temporada e, depois, não era o que se esperava no início do ano. Agora é ter pés no chão, o trabalho é um bom caminho, mas as outras equipes também trabalharam. Estamos confiantes de que o caminho está seguindo para o lado certo”, avaliou.

O piloto ainda projetou a evolução da Williams nos últimos anos. De acordo com Felipe, a escuderia consegue fazer um bom trabalho mesmo tendo condições financeiras inferiores a de outras equipes da categoria.

“A Williams conseguiu, nos últimos dois anos, chegar em terceiro no campeonato de equipes. É um trabalho que as pessoas veem diferente, mas comparando a outras escuderias, é uma equipe que tem o lado financeiro bem inferior, então o trabalho foi bem feito e estamos trabalhando ainda mais para evoluir e tentar ficar mais próximos dessas equipes para tentar vencer”, projetou Massa.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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