Fórmula 1

Brasileiros estreiam nos testes de pré-temporada na próxima quarta-feira

AP Photo/Christian Palma
Imagem: AP Photo/Christian Palma

Do UOL, em São Paulo

17/02/2016 09h55

Os dois representantes do Brasil no grid da Fórmula 1 em 2016 estarão pela primeira vez na pista no ano na próxima quarta-feira. Os testes de pré-temporada começam na segunda, dia 22, mas Felipe Massa e Felipe Nasr terão de esperar para andar por Williams e Sauber, respectivamente.

Será a primeira oportunidade de Massa andar com o novo modelo da Williams, que vai estrear nas mãos de Valtteri Bottas, encarregado dos testes segunda e terça-feira. O mesmo acontecerá no segundo teste: Bottas pilotará nos dias 1 e 2 e Massa, nos dois últimos.

Já Nasr terá de esperar mais alguns dias para conhecer o novo modelo da Sauber, uma vez que o time suíço já anunciou que está com o projeto atrasado e só vai lançar o novo carro na segunda bateria de testes, a partir de 1º de março. O time, contudo, ainda não confirmou quem será o piloto encarregado de estrear o carro. No primeiro teste, no qual a Sauber usará o carro de 2015 com algumas adaptações, Marcus Ericsson pilotará na segunda e terça-feira, deixando o cockpit para Nasr na quarta e quinta.

A pré-temporada de 2016 da Fórmula 1 terá apenas oito dias, todos eles realizados no Circuito da Catalunha, em Montmeló, cidade próxima de Barcelona, na Espanha. Os testes vão de 22 a 25 de fevereiro e de 1º a 4 de março. A primeira prova será dia 20 de março, na Austrália.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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