Fórmula 1

Ferrari lança carro novo e espera ser grande ameaça ao domínio da Mercedes

Reprodução
Carro de 2016 terá pintura branca na cobertura do motor, conforme especulado Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

19/02/2016 11h08

A Ferrari apresentou nesta sexta-feira o carro com que pretende, pelo menos, ameaçar o domínio da bicampeã Mercedes. Mas o time italiano não esconde a ambição de disputar o título com os alemães. A equipe manteve a dupla de pilotos, formada por Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Porém, o carro terá mais detalhes em branco, na asa dianteira e perto do cockpit, voltando ao visual adotado nos anos 1970.

O novo modelo, chamado SF16-H, agradou o tetracampeão. "É um carro bonito. Deve ser uma evolução considerável. Nossas metas estão mudando. O ano passado foi bom, mas queremos mais: fomos vice-campeões ano passado e agora queremos algo melhor que isso."

O discurso otimista também foi adotado pelo chefe Maurizio Arrivabene. “Nossa meta do ano passado eram três vitórias e conseguimos. Neste ano, precisamos forçar um pouco mais, então [a meta] será o título - pelo menos nós gostaríamos de lutar até o final. Não será fácil, nossos rivais não estão dormindo, mas estamos comprometidos em dar nosso melhor.”

Depois de ter renascido em 2015 após uma série de mudanças na temporada anterior - que foram desde o departamento de motores até a partida de Fernando Alonso para a chegada de Sebastian Vettel e a troca de comando, com Arrivabene assumindo um posto que trocou de mãos duas vezes em menos de um ano - a Ferrari tem como meta, pelo menos, se consolidar como a grande rival da Mercedes, que levou os últimos dois títulos com facilidade.

Para isso, o novo carro apresente mudanças significativas: a primeira, visível, na parte dianteira, com uma nova geometria de suspensão e um bico mais curto, acompanhando a tendência do restante do grid; e a segunda, menos perceptível, deve ser na realocação das partes do motor, visando ter um conjunto tão forte quanto o da Mercedes. Tal mudança na unidade de potência permitiu a adoção de laterais mais enxutas, assim como uma parte traseira mais delgada, outra tendência dos demais carros, especialmente McLaren e Williams.

Entre os rivais, há certo ceticismo quanto à possibilidade da Ferrari tirar uma diferença que, mesmo com o crescimento dos italianos, foi grande ano passado: enquanto os ferraristas venceram três provas, Hamilton e Rosberg dividiram as outras 16. “As regras são extremamente estáveis para este ano”, lembrou o chefe da Red Bull, Christian Horner. “Então obviamente a Mercedes vai continuar dominando, tamanha é sua margem.”

O discurso dos ferraristas, contudo, é otimista. “Acredito 100% que eles podem ser batidos, especialmente se conseguirmos colocá-los sob pressão”, declarou Vettel. “Se fizermos tudo o que queremos, temos uma chance realista desta temporada ser um clássico - com a Ferrari mais forte”, crê o diretor técnico, James Allison.

Allison, que chegou em meados de 2013, reconheceu que o time não tinha condições de ser campeão há três anos, mas acredita que isso mudou. “É justo dizer que, em 2013, a Ferrari não estava no nível certo. Não tínhamos potência suficiente em 2014, nem pressão aerodinâmica. Nosso pacote deixava muito a desejar. Trabalhamos muito duro em todas as áreas [deficitárias]. Ano passado demos um passo considerável e esperamos que, neste ano, possamos evoluir mais. Estamos muito orgulhosos do que fizemos e mal podemos esperar para ver esse carro na pista.”

A grande aposta ferrarista é na maior integração entre o próprio Allison, que assumiu o cargo atual em 2014, Vettel e Arrivabene, além de mais evoluções no motor, área que mais cresceu de 2014 para 2015. Mas as respostas só começarão a ser dadas a partir do dia 22 de fevereiro, no início dos testes de pré-temporada.

Confira mais imagens da nova Ferrari:

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Imagem: Divulgação
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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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