Fórmula 1

Mirando pontos, Haas apresenta carro para temporada de estreia na Fórmula 1

Do UOL, em São Paulo

21/02/2016 11h04

A Haas divulgou neste domingo seu carro para a temporada 2016 da Fórmula 1, que marca a estreia da equipe na categoria. O modelo, batizado de VF-16 (sendo VF sigla para 'Very First', ou 'primeiríssimo' em inglês), será pilotado pelo francês Romain Grosjean e pelo mexicano Esteban Gutierrez. 

O carro é majoritariamente pintado em tons claros e escuros de cinza, com detalhes em vermelho - esquema que, segundo a equipe, faz referência ao maquinário da Haas Automation, braço industrial da marca. Inicialmente, a escuderia norte-americana – que conta com a Ferrari como parceira – não apresenta patrocinadores de destaque.

A equipe, cujas operações se dividem entre Banbury (Inglaterra) e Kannapolis (Estados Unidos), aposta em um chassi construído pela fabricante italiana Dallara. A Ferrari, além de fornecer motores, é responsável por câmbio e outros componentes do carro.

Divulgação
Equipe parceira da Ferrari não mostra patrocinadores em carro para 2016 Imagem: Divulgação

“A Haas Automation tem uma excelente reputação nos Estados Unidos. Queremos que esta reputação cresça mundialmente. Conectar a Haas Automation à Fórmula 1, no nome e na prática, é a melhor maneira para aumentar nosso negócio e elevar a Haas Automation à condição de marca global”, anunciou Gene Haas, chefe da equipe.

Nas pistas, os objetivos iniciais são modestos. “Nossa meta com este carro é marcar pontos”, disse Günther Steiner, chefe de equipe da Haas. “Primeiro, precisamos mostrar que podemos fazer o serviço. Depois, que podemos terminar corridas, que somos respeitados pelos fãs e pelas outras equipes. Depois, queremos marcar pontos. Este é o objetivo definitivo.”

A escuderia é a sétima a apresentar seu carro para a temporada 2016. Antes, Renault, Red Bull, Williams, Ferrari, McLaren e Mercedes já mostraram suas novidades, embora a Red Bull tenha apenas mostrado a pintura nova no modelo de 2015.

A Haas F1 será a primeira equipe dos EUA na Fórmula 1 em três décadas. A última participante norte-americana na categoria correu na temporada 1986: a Haas - que, apesar do nome, não tem qualquer relação com a atual Haas F1.

Na época, o time chefiado por Carl Haas (que posteriormente chefiou a Newman-Haas na Fórmula Indy) ficou conhecida como Beatrice, em virtude de seu patrocínio máster. Mais tarde, o time também foi chamado de Haas-Lola, graças à parceria com a Lola, fabricante britânica de carros de corrida.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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