Fórmula 1

Treino da classificação da F1 em 2016 vai parecer BBB. Veja o que muda

REUTERS/Hamad I Mohammed
Imagem: REUTERS/Hamad I Mohammed

Do UOL, em São Paulo

23/02/2016 19h24

A Fórmula 1 propôs um novo sistema de classificação que deverá ser ratificado no Conselho Mundial de Automobilismo no próximo dia 04 de março. Aprovado pelas equipes, o plano é realizar eliminações a cada 90 segundos até que fiquem dois competidores na luta pelo primeiro lugar do grid.

O novo modelo ainda contará com Q1, Q2 e Q3. A diferença é o tempo que cada fase terá para iniciar as eliminações dos mais lentos. A temporada deste ano da Fórmula 1 terá início no dia 20 de março no Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne.

Entenda:

Q1
A primeira fase da classificação será disputada em 16 minutos. Depois de sete minutos corridos, o piloto que fez a volta mais lenta estará fora. A partir daí, os competidores com os menores tempos serão eliminados a cada 90 segundos até que sobrem os 15 classificados para o Q2.

Q2
A segunda fase da disputa pela pole position é bem parecida com o Q1. A diferença é que terá 15 minutos. Sendo assim, o primeiro piloto mais lento é eliminado depois de seis minutos. Em seguida, o formato é o mesmo: a cada 90 segundos, um competidor é eliminado de acordo com o tempo de suas voltas. Nesta fase, os oito mais rápidos avançam ao Q3.

Q3
No Q3, que será disputado em 14 minutos, a primeira eliminação acontece depois de cinco minutos do início. Em seguida, a competição segue o mesmo modelo de uma eliminação a cada 90 segundos. Os dois mais rápidos desta etapa decidem o primeiro lugar do grid de largada nos 90 segundos restantes.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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