Fórmula 1

Aumento do peso dos carros da F-1 em 2017 é 'ridículo', diz Lewis Hamilton

José Jordan/AFP Photo
Imagem: José Jordan/AFP Photo

Do UOL, em São Paulo

24/02/2016 16h18

O tricampeão Lewis Hamilton classificou de “ridícula” a proposta da Federação Internacional de Automobilismo de tornar os carros da Fórmula 1 mais pesados a partir de 2017. Parte do pacote divulgado hoje para aumentar a competitividade da categoria, que foi dominada pelo inglês e sua equipe, a Mercedes, nos dois últimos anos, a medida ainda precisa ser ratificada por uma reunião da Comissão de F-1, no final de abril.

O aumento do peso mínimo dos atuais 702 para 722kg vem em conjunto de regras como a utilização de carros mais largos e rápidos.

“Isso é simplesmente ridículo”, disse Hamilton. “Os carros eram ótimos quando tinham 600kg. Era melhor para os pneus. Quanto mais pesados os carros forem, mais os pneus serão forçados e a sensação será ainda pior, com mais pressão para que a Pirelli faça pneus melhores. E então teremos mais pressão aerodinâmica.”

O temor do inglês é que as regras acabem dificultando ainda mais as ultrapassagens justamente pelo aumento da influência da aerodinâmica, dificultando que um carro siga o outro de maneira próxima.

“Nos últimos dias eu estive me perguntando ‘por que é tão difícil? Quais são os desafios físicos da Pirelli para mudar o pneu? Por que o carro desliza para todo lado?’ E percebi que quando eu cheguei na F-1 [em 2007], os carros pesavam 600kg e isso faz uma grande diferença. Eles não teriam de mudar tanto as regras para fazer os carros serem mais rápidos, era só torná-los mais leves. Os carros estão pesados demais”

Ainda assim, Hamilton disse não gostar do regulamento atual. “Mas não tenho todas as respostas. Só tenho outro tipo de carro que preferiria pilotar. Adoro um V12 com pneus maiores.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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