Fórmula 1

Em dia de estreia de Massa e Nasr, Hulkenberg lidera teste e Ferrari sofre

Sergio Perez/Reuters
Massa fez sua estreia na pré-temporada Imagem: Sergio Perez/Reuters

Do UOL, em São Paulo

24/02/2016 09h01

O terceiro dia de testes da pré-temporada da Fórmula 1 marcou a estreia dos brasileiros Felipe Massa, da Williams, e Felipe Nasr, da Sauber. Mas quem comandou a tabela de tempos foi Nico Hulkenberg, com a Force India, enquanto a Ferrari, que liderou os dois primeiros dias de treino, passou a maior parte da manhã parada na garagem.

No dia em que Kimi Raikkonen assumiu o cockpit da Ferrari, o time sofreu com uma falha na bomba de combustível, o que fez com que o finlandês só fosse à pista na última hora da parte da manhã. Enquanto isso, Nico Rosberg continuava colocando quilometragem em sua Mercedes, com mais de 50 voltas completadas apenas no período da manhã. Assim, os atuais bicampeões mundiais foram os primeiros a ultrapassar a barreira dos 1000km percorridos.

Assim como Rosberg, a maioria dos pilotos se concentrou em dar mais quilometragem aos carros, utilizando prioritariamente os pneus médios, ao contrário do que aconteceu na manhã da terça-feira, quando Sebastian Vettel, da Ferrari, e Daniel Ricciardo, da Red Bull, acabaram travando um duelo de voltas mais rápidas usando os pneus ultramacios.

Com isso, os tempos subiram consideravelmente em relação ao segundo dia de práticas, com o líder Hulkenberg andando em um ritmo quase 3s mais lento que Vettel. Com os pneus macios, Kevin Magnussen colocou a Renault em segundo. Porém, o time é o que vem tendo mais problemas neste início de pré-temporada.

O terceiro posto da manhã ficou com Rosberg, seguido por Carlos Sainz, da Toro Rosso, e Daniil Kvyat, da Red Bull. Massa foi o sexto nas primeiras horas com o novo carro da Williams e foi seguido justamente por Nasr. O brasiliense, contudo, está usando o carro do ano passado da Sauber, pois o time só vai lançar o modelo deste ano no segundo teste, que começa dia 1º de março.

Completaram a classificação Romain Grosjean, em outro dia sólido da nova equipe Haas, Jenson Button, da McLaren, Daniil Kvyat, da Red Bull, e Rio Haryanto, que fez sua estreia pela Manor. O indonésio causou uma das bandeiras vermelhas da manhã, quando rodou a 20 minutos do fim da sessão.

Confira os tempos da manhã desta quarta-feira (24):

1. Nico Hulkenberg (ALE/Force India Mercedes): 1min25s286
2. Kevin Magnussen (DIN/Renault): 1min26s014
3. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): 1min26s084
4. Carlos Sainz (ESP/Toro Rosso Ferrari): 1min26s239
5. Daniil Kvyat (RUS/Red Bull TAG-Heuer): 1min26s497
6. Felipe Massa (BRA/Williams Mercedes): 1min26s712
7. Felipe Nasr (BRA/Sauber* Ferrari): 1min26s840

8. Jenson Button (GBR/McLaren Honda): 1min26s919
9. Romain Grosjean (FRA/Haas Ferrari): 1min26s955
10. Rio Haryanto (INA/Manor Mercedes): 1min29s808
11. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari): sem tempo

* Carro de 2015

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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