Fórmula 1

Ferrari é a mais rápida, mas Mercedes fez quase 5 GPs a mais que rival

José Jordan/AFP Photo
Imagem: José Jordan/AFP Photo

Do UOL, em São Paulo

25/02/2016 15h06

A Ferrari liderou três das quatro primeiras sessões dos testes da pré-temporada da Fórmula 1, mas a Mercedes chamou a atenção pelo total de distância percorrida: Nico Rosberg e Lewis Hamilton andaram, no total, mais de 3.137km, ou seja, mais de 1.000km a mais que sua rival mais próxima, a Toro Rosso. A Ferrari, por exemplo, somou 1.638,56km.

A diferença entre a quilometragem da Mercedes e da Toro Rosso é o equivalente a 288 voltas no Circuito da Catalunha, na Espanha. Para efeito de comparação, o GP da Espanha, disputado no mesmo circuito, tem 66 voltas. Em termos de tempo, os atuais bicampeões preferiram não mostrar suas forças neste primeiro teste e só usaram os pneus médios, enquanto a Ferrari chegou a calçar os ultramacios, que estreiam nesta temporada.

Com o carro de 2015, uma vez que o novo modelo será lançado apenas na terça-feira, dia 1º, no início do segundo e último teste, a Sauber de Felipe Nasr ficou com a terceira maior quilometragem, superando os 2000km. Já a Williams de Felipe Massa, que também não buscou marcar tempos significativos neste primeiro teste, chegou aos 1792,175km.

Os pilotos da Mercedes estiveram tão ocupados comprovando a confiabilidade de seu equipamento que a equipe teve até de alterar o plano inicial de testes e adotou um revezamento depois que Lewis Hamilton e Nico Rosberg reclamaram de dores musculares devido à quantidade de voltas que deram nos dois primeiros dias.

Mesmo as equipes que menos andaram tiveram motivos para comemorar. A Haas, que fazia sua estreia, percorreu mais de 1300km, enquanto a McLaren superou a quilometragem dos quatro primeiros dias de teste do ano passado no meio do segundo dia de atividades de 2016, ainda que tenha sofrido problemas especialmente no último dia, quando Fernando Alonso não chegou a fazer tempos. Já a Manor, que sequer testou ano passado, chegou perto dos 1200km neste ano.

Quilometragem das equipes nos 4 primeiros dias da pré-temporada

1º Mercedes - 3,137.47km
2º Toro Rosso - 2,080.785km
3º Sauber - 2,010.96 (carro de 2015)
4º Williams - 1,792.175
5º Red Bull - 1,717.695
6º Ferrari - 1,638.56
7º Renault - 1,596.665km
8º Force India - 1,550.115km
9º Haas - 1,308.055km
10º McLaren - 1,196.335km
11º Manor - 1,177.715km

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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