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Fórmula 1

Renault e Honda pressionam por queda no limite de combustível para 2017

José Jordan/AFP Photo
Imagem: José Jordan/AFP Photo

Do UOL, em São Paulo

29/02/2016 08h41

Os engenheiros da Fórmula 1 temem que a categoria dê um tiro no pé com as novas regras propostas para 2017, que visam aumentar a competitividade das corridas. Uma das preocupações é com o aumento da necessidade de economizar combustível, uma vez que os carros devem ser até 5s mais rápidos.

Para que isso não ocorra, o diretor técnico da Renault, Nick Chester, defende que o limite de 100kg de combustível por corrida seja abandonado.

“Acho que vai ser uma bagunça. No último encontro para definir as regras, votamos para acabar com o limite por corrida. Ainda teríamos o limite de fluxo, então aquela mensagem ecológica de que os carros não devem consumir muito seria mantida, mas abolir o limite por corrida acabaria com a necessidade de ter de administrar o combustível e isso parece ser algo bom para termos mais ação na pista.”

Como os carros do ano que vem devem ser mais pesados devido às mudanças no regulamento e também mais rápidos, os engenheiros calculam que haverá um aumento significativo do consumo de combustível. Logo, se o limite de 100kg por corrida for mantido, isso obrigaria os pilotos a economizarem combustível por muito tempo.

“O consenso entre os times é de 10kg [de aumento de consumo] porque a porcentagem de aumento do tempo em que os pilotos ficarão com o pé embaixo será enorme com as regras de 2017. Então você usará mais combustível.”

O engenheiro explicou que, por, isso, é tão importante acabar com o limite, caso contrário as mudanças podem não ser tão efetivas para melhorar as corridas. “Se continuarmos com 100kg e formos para as regras de 2017 vai haver muita economia de combustível e acho que as pessoas vão começar a reclamar.”

As regras têm de ser definidas até o final de abril. As maiores interessadas na queda dos limite de 100kg são Honda e Renault, que são menos eficientes em termos de consumo do que Mercedes e Ferrari. “Há um grande incentivo para convergir o rendimento dos motores e isso é algo que ajudaria muito”, admitiu Chester.

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