Fórmula 1

Classificação da Fórmula 1 pode mudar de novo antes da temporada começar

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

02/03/2016 11h55

A Fórmula 1 pode alterar novamente seu sistema de classificação antes mesmo da temporada começar. Depois de muita reclamação de pilotos e equipes a respeito da alteração feita na semana passada pela Comissão de F-1, um novo modelo foi proposto e deverá ser votado na próxima sexta-feira.

A alteração divulgada semana passada seguia o sistema de eliminação a cada 1min30 do piloto mais lento, a partir de um determinado tempo dentro de cada uma das três sessões - 7min após o início do Q1, 5min após o início do Q2 e 5min após o início do Q3. Assim, a briga pela pole ficaria restrita a dois pilotos, no último 1min30 de treino.

O promotor da categoria, Bernie Ecclestone, contudo, levantou a hipótese do sistema ser adotado apenas na quinta etapa, no GP da Espanha, devido a dificuldades em desenvolver um software para computar os tempos, e chegou a colocar em dúvida sua implantação, demonstrando-se descontente com a novidade.

Durante os testes da pré-temporada que estão sendo realizados em Barcelona, as equipes se reuniram com os dirigentes e fizeram uma contra-proposta, que deve ser aprovada na sexta-feira: a manutenção do sistema de eliminação apenas no Q1 e Q2, a fim de que todos os oito carros restantes para a disputa do Q3 permaneçam na pista até os momentos finais, disputando a pole como acontece com o formato utilizado até ano passado.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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