Fórmula 1

Após 'esconder o jogo' nos testes, Hamilton promete 'dar tudo' na Austrália

David Ramos/Getty Image
Imagem: David Ramos/Getty Image

Do UOL, em São Paulo

04/03/2016 14h36

Depois de dominar as duas últimas temporadas, com 32 vitórias em 38 GPs disputados, a Mercedes não precisou liderar mais do que um dos oito dias da pré-temporada para aparecer como grande favorita para o campeonato de 2016. A altíssima quilometragem e o ritmo demonstrado com compostos de pneu mais lentos já serviram para impressionar os rivais.

“Foram duas semanas incríveis para a equipe. Eles fizeram um trabalho incrível. Conseguimos mais quilometragem do que nunca - e isso foi cansativo!”, reconheceu Lewis Hamilton, que busca o tricampeonato consecutivo neste ano.

Os planos da equipe para esta temporada foram tão ousados em termos de quilometragem que a equipe teve de mudar sua programação inicial, de contar com um piloto por dia, algo que é de praxe devido à perda de tempo com a adaptação do cockpit. Após Rosberg e Hamilton terem reclamado de dores nos primeiros dias, os pilotos tiveram de ser revezados no restante das sessões, com cada um pilotando em um período.

Para Hamilton, os testes acabaram na manhã desta sexta-feira, um pouco antes do previsto: com 10 minutos para o fim da sessão matutina, o inglês ficou parado na pista com uma quebra de câmbio. Mas nem isso o desanimou para a temporada. “Estou feliz que tenha quebrado. Melhor agora do que em Melbourne.”

A quebra foi o único problema que a equipe teve durante o teste. Além de ter completado 1284 voltas, o equivalente a 19 corridas e 1.145km a mais que o time mais próximo, a Toro Rosso, a Mercedes também chamou a atenção na única vez em que um de seus pilotos colocou pneus macios: Nico Rosberg ficou a poucos milésimos da melhor marca obtida pela Ferrari com o mesmo composto, ainda que o time italiano tenha testado por várias vezes com o pneu. 

Os atuais campeões mundiais, contudo, não usaram os dois compostos mais macios (super e ultramacios), com os quais as melhores voltas do teste foram obtidas. E Hamilton avisa que tem muito mais por vir. “Forcei um pouco o carro aqui, mas é na Austrália que vamos dar tudo”, afirmou, referindo-se ao primeiro GP da temporada, que será disputado dia 20 de março.

Seu companheiro, contudo, foi mais cuidadoso. "A Ferrari foi muito rápida. Todas as equipes têm seus estrategistas, então sabemos mais ou menos o combustível que eles estavam usando e sabemos o nosso, então entendemos mais ou menos onde estamos. Sabemos que está perto, mas não temos certeza se estamos na frente ou atrás", disse Rosberg.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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