Fórmula 1

'A Fórmula 1 precisa de mais 10 Ricciardos', defende Bernie Ecclestone

Tom Gandolfini/AFP
Imagem: Tom Gandolfini/AFP

Do UOL, em São Paulo

09/03/2016 06h41

“Precisamos de 10 mais Ricciardos”. É o que o promotor da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, quer para o futuro da categoria. O dirigente acredita que o piloto australiano da Red Bull é um bom exemplo para o esporte.

Conhecido pelo estilo extrovertido e sempre sorridente, Ricciardo é presença constante nas mídias sociais. “Ele tem sido incrível”, disse Ecclestone ao programa australiano ‘Keeping Track’. O dirigente já adotou um tom crítico a pilotos como Sebastian Vettel, que não gosta de expor sua vida fora das pistas.

Às vésperas da etapa de abertura da temporada, que será realizada na Austrália, em Melbourne, Ecclestone também se disse contente com a extensão do contrato assinada ano passado.

“Meio que nos tornamos amigos de Melbourne. É um daqueles relacionamentos felizes. As coisas funcionam bem, todos parecem estar felizes. Eu confiei totalmente nas pessoas e elas também confiaram em mim, e esta é a melhor maneira de fazer negócio.”

Melbourne tem sido o palco do GP da Austrália há 20 anos. A primeira corrida foi realizada em 1996, quando a cidade substituiu Adelaide no calendário.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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