Fórmula 1

Mesmo sem forçar carro nos testes, Hamilton vê pneus 'no fio da navalha'

Sergio Perez/Reuters
Imagem: Sergio Perez/Reuters

Do UOL, em São Paulo

09/03/2016 06h56

A Pirelli prometeu pneus com desgaste mais acentuado para esta temporada, mas não foi isso que os pilotos sentiram nos testes de pré-temporada, realizados neste mês na Espanha. Piloto que mais andou nas práticas, Lewis Hamilton não viu muitas diferenças em relação ao ano passado.

“Os pneus não são muito diferentes na forma de aquecê-los e quando começa a andar. A única maneira que posso descrever é que eles são como estar no fio da navalha. Temos centenas de coisas que podemos mudar para manter o equilíbrio e encontrar se você está no caminho certo é o primeiro que tem a fazer.”

O inglês, que não liderou nenhuma sessão, explicou que ainda não forçou sua Mercedes ao máximo. “Fiz três ou quatro voltas no modo mais básico [de configuração de motor] em termos de combustível. Fiz milhares de simulações de corrida, estou super pronto para as provas e não tenho problema algum em termos de cuidar dos pneus, combustível, sistemas e todas essas coisas. Agora só preciso entender o carro no limite.”

Em uma escolha feita antes dos testes, Hamilton foi um dos poucos pilotos que arriscou em suas opções de pneus para o GP da Austrália: o tricampeão terá apenas um jogo de pneus médios à disposição, além de 6 macios e outros 6 supermacios. Seu companheiro, Nico Rosberg, por exemplo, terá dois jogos de pneus médios.

O GP da Austrália, que abre a temporada, será realizado dia 20 de março.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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