Fórmula 1

GP Brasil pode não acontecer por problemas financeiros, diz Ecclestone

Ricardo Mazalan/AP
Imagem: Ricardo Mazalan/AP

Do UOL, em São Paulo

10/03/2016 19h33

O GP Brasil de 2016 corre o risco de não acontecer. A afirmação foi feita pelo chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, em entrevista à emissora “Sky Sports”. O motivo seriam os problemas financeiros vividos pela organização do evento.

Ecclestone revelou que já está em negociações para garantir que a corrida disputada em Interlagos permaneça no calendário em 2016. A prova está prevista para acontecer em 13 de novembro e será a penúltima do ano.

A temporada 2016 da Fórmula 1 terá início do dia 20 de março, com o Grande Prêmio da Austrália. 

A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria do GP Brasil, mas até o momento não obteve resposta.

O GP Brasil faz parte do calendário da Fórmula 1 desde 1972. De lá para cá, apenas em 10 vezes a prova não foi realizada no Autódromo de Interlagos – em 1978 e entre 1981 e 1989, a corrida aconteceu em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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