Fórmula 1

Mesmo confiante com evolução da Ferrari em 2016, Vettel pede paciência

Peter J Fox/Getty Images
Imagem: Peter J Fox/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

10/03/2016 06h57

Às vésperas do início da temporada da Fórmula 1, que terá sua primeira etapa em 20 de março, na Austrália, Sebastian Vettel e a Ferrari vivem a expectativa de comprovar se todo o trabalho dos últimos meses para, pelo menos, diminuir a vantagem da Mercedes e conseguir lutar efetivamente pelo título deu resultado. Porém, o alemão, apesar de confiante com o trabalho de sua equipe, pede paciência aos torcedores.

“A primeira impressão foi boa e acho que tudo o que construímos depois disso foi muito positivo. No geral, estou feliz com minha sensação no carro. É difícil falar em performance em relação aos demais, mas nós estamos muito felizes com o passo que demos”, avaliou.

“Espero que estejamos na ponta com as duas [Mercedes]. Isso seria o ideal em relação ao que queremos. Obviamente, tentamos diminuir a diferença, que foi muito grande ao longo do ano passado. Acho que estaremos mais próximos agora. O quanto? Precisamos ser um pouco pacientes.”

Em 2015, Vettel foi o terceiro colocado no campeonato e venceu três das 19 etapas. O restante das vitórias foi dividido entre os pilotos da Mercedes, Nico Rosberg e Lewis Hamilton.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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