Fórmula 1

Chefão da F-1 defende nova mudança na classificação para movimentar GPs

Peter Kneffel/AFP
Imagem: Peter Kneffel/AFP

Do UOL, em São Paulo

11/03/2016 06h03

O promotor da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, não está satisfeito com o novo sistema de classificação da categoria, que será adotado a partir desta temporada, que começa dia 20 de março, na Austrália. O chefão defende que o esporte adote medidas mais extremas para aumentar sua competitividade.

Ecclestone diz ter votado a favor do novo sistema, que vai eliminando os pilotos um a um a cada 90 segundos, porque queria mudanças, mas não acredita que a novidade vá mudar muita coisa.

“Votei a favor porque acho que precisávamos de algo. Não tenho muita certeza de que isso vai fazer exatamente o que queríamos, mas temos de tentar”, disse à Sky Sports.

O inglês disse ter uma proposta mais ousada para chacoalhar o grid. “O que eu queria era deixar a classificação como está porque acho que é mais emocionante do que a corrida. Depois, quem quer que tenha ganho a última corrida teria tempo somado na classificação na prova seguinte. Ainda acho que o mesmo cara ganharia a corrida, mas pelo menos ele teria algum problema e isso poderia nos dar boas corridas.”

Depois de dois anos de domínio da Mercedes, a Fórmula 1 vem estudando maneiras de aumentar a imprevisibilidade das corridas. Em 2016, além da nova classificação, haverá maior restrição no uso dos rádios e livre escolha de compostos de pneus.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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