Fórmula 1

Satisfeita com carro, Williams se prepara para prova de fogo na Austrália

José Jordan/AFP Photo
Imagem: José Jordan/AFP Photo

14/03/2016 08h46

Após se mostrar satisfeita com os testes da pré-temporada, a Williams espera começar a colher os frutos a partir do GP da Austrália, que abre o campeonato, neste final de semana, em Melbourne. Para o diretor técnico da equipe de Felipe Massa e Valtteri Bottas, Pat Symonds, a corrida terá desafios importantes para os engenheiros.

“Sentimos que temos uma boa base para trabalhar neste ano e esperamos que possamos lidar com esses desafios para ter um ano competitivo”, afirmou.
No entanto, a pista de Melbourne, localizada dentro de um parque e contendo ruas que são utilizadas para o tráfego normal da cidade no restante do ano, é bastante diferente do Circuito da Catalunha, na Espanha, onde foi realizada a pré-temporada.

“Em termos de circuito, é uma pista que traz muitos desafios para os engenheiros. A entrada da curva 1 esteve ondulada nos últimos anos, ainda que, após um recapeamento feito neste ano, deve estar melhor. A mudança de direção em alta velocidade entre as curvas 11 e 12, que requer um carro ágil, junto da relativa falta de aderência, que vai mudando ao longo do final de semana, faz com que o acerto seja bem difícil.”

Os carros voltam à pista com o primeiro treino livre para a etapa de abertura da temporada na quinta-feira, às 22h30, pelo horário de Brasília. O segundo treino livre será na madrugada da sexta-feira, a partir das 2h30. O terceiro treino livre será à meia-noite de sábado e a classificação, às 3h. A largada está marcada para as 2h do domingo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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