Fórmula 1

Quais são os objetivos de Massa e Nasr na F-1 em 2016

Greg BAKER/ AFP
Imagem: Greg BAKER/ AFP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

16/03/2016 06h00

Felipe Massa e Felipe Nasr, os dois brasileiros do grid da Fórmula 1, terão objetivos bem diferentes assim que as luzes vermelhas se apagarem para a primeira etapa da temporada, às 2h da madrugada do domingo, pelo horário de Brasília.

Em seu último ano de contrato, o experiente piloto da Williams busca mostrar que ainda tem lugar no grid, enquanto o piloto da Sauber tenta se afirmar em seu segundo ano na categoria.

Massa vem passando por uma fase de renascimento desde que chegou à Williams, em 2014. Após ser bastante questionado nos últimos anos de Ferrari, o brasileiro voltou a fazer uma pole - no GP da Áustria daquele ano - e a conquistar pódios. Foram três em 2014 e dois em 2015. O retorno às vitórias, contudo, ainda não parece uma realidade plausível, uma vez que o time inglês não demonstra rendimento suficiente para bater Mercedes e Ferrari. Porém, mesmo sem chegar ao lugar mais pódio desde o GP do Brasil de 2008, Massa garante que ainda se sente motivado para iniciar sua 14ª temporada na F-1.

"Tenho a fome para ser melhor, para eliminar o que não estava funcionando no ano anterior. Ainda estou muito motivado para ser forte e competitivo - e estar entre os melhores", disse o piloto em entrevista ao site oficial da F-1.

Aos 34 anos, Massa é, juntamente de Kimi Raikkonen (36), Jenson Button (36) e Fernando Alonso (34) um dos pilotos mais experientes da categoria. E já aproveita para usar isso a seu favor: com a expectativa de uma grande mudança no regulamento técnico para 2017, o brasileiro espera convencer a Williams - ou mesmo outra equipe - de que ainda pode ser peça importante.

"Acredito que com as mudanças que estão chegando posso ser alguém muito útil para fazer a diferença - para qualquer time, a Williams ou outro. É só olhar para trás e ver como a Williams evoluiu desde 2013 - foi muita coisa. E não foi só o carro ou o motor: a mentalidade da equipe melhorou muito. Acho 100% que tenho a ver com isso. Acho que fui muito importante para essa mudança - e também quero fazer isso no futuro."

Nasr corre por afirmação
Em seu segundo ano na Fórmula 1, Felipe Nasr ganha a vantagem da maior experiência, mas ao mesmo tempo terá de lidar com a pressão de não ser mais um novato. O brasileiro, que em 2015 alternou momentos de brilho como o quinto lugar na primeira prova, na Austrália, ou o sexto posto na Rússia, com uma série de dificuldades de adaptação com os freios, segue na equipe Sauber ao lado de Marcus Ericsson.

Especialmente na segunda metade do ano, o superaquecimento dos freios e o crescimento do sueco complicaram a vida de Nasr, que espera que a história mude em 2016.

"Comparando com o carro do ano passado, a sensação foi de uma traseira mais estável nas freadas de curvas de média e alta velocidades. Ano passado, eu tive muitos problemas superaquecendo os freios. Este pacote parece ter esse fator melhorado, o que nos dá mais margem para jogar com os freios e forçar mais."

Mesmo com as dificuldades da Sauber - última a lançar o carro novo, sofrendo com atrasos de salários e tendo recentemente perdido o diretor técnico, Mark Smith - Nasr se mostra confiante. “Sinto-me preparado para começar minha segunda temporada na F-1. Estou curioso para ver onde estamos em comparação com as outras equipes. Todos na fábrica trabalharam muito duro, então merecemos um bom começo de ano."

Os carros voltam à pista na quinta-feira, às 22h30, pelo horário de Brasília. O segundo treino livre será na madrugada da sexta-feira, a partir das 2h30. O terceiro treino livre será à meia-noite de sábado e a classificação, às 3h. A largada está marcada para as 2h do domingo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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