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Começa neste fim de semana: 10 motivos para ficar ligado na F-1 em 2016

ERIC VARGIOLU / FRAME
Imagem: ERIC VARGIOLU / FRAME

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

17/03/2016 06h00

Em meio a várias tentativas de melhorar o espetáculo e a expectativa de uma briga mais forte entre Mercedes e Ferrari, a Fórmula 1 começa sua temporada mais longa da história neste final de semana, com o GP da Austrália, a primeira das 21 corridas do ano.

Com o regulamento técnico praticamente inalterado em relação ao ano passado, os carros sofreram poucas alterações. Porém, mudanças nas regras esportivas - nova classificação, maior liberdade na escolha dos pneus e limitações às conversas via rádio entre engenheiros e pilotos - buscam aumentar a competitividade da categoria após duas temporadas amplamente dominadas pela Mercedes.

Confira os 10 motivos para ficar ligado na temporada 2016 da F-1

1. Crescimento da Ferrari: A expectativa da Mercedes, de acordo com o chefe Niki Lauda, é de que o time italiano esteja a 2 ou 3 décimos neste início da temporada, e como a opção da equipe de Vettel e Raikkonen foi fazer grandes mudanças no carro, acredita-se que o carro da Scuderia possa evoluir mais ao longo do ano.

2. Promessa de briga aberta na Mercedes: o chefe Toto Wolff já garantiu que o time vai interferir menos nas decisões estratégicas de seus pilotos e liberar o confronto interno entre Hamilton e Rosberg. A ideia é se defender da possível ameaça da Ferrari.

3. Nova classificação: visando aumentar as chances de zebras, o novo sistema mantém a divisão em três partes (Q1, Q2 e Q3), mas determina a eliminação de um carro a cada 90 segundos até que a pole seja decidida nos instantes finais, em um confronto direto entre dois pilotos.

4. Engenheiros calados: as restrições à comunicação via rádio serão bastante reduzidas, a fim de deixar nas mãos dos pilotos funções como a estratégia, o mapeamento de motor e o controle do consumo de combustível, dando-lhes mais independência.

5. McLaren mais forte: Os testes de pré-temporada demonstraram uma clara evolução do time que sofreu ano passado com o motor Honda e amargou o fim do pelotão. Tanto, que Fernando Alonso chegou a falar em lutar por pódios ainda neste ano.

6. Liberdade na escolha de pneus: cada piloto poderá escolher 10 dos 13 compostos usados durante o final de semana, o que deve dar mais opções para a adoção de estratégias arriscadas.

7. Ano importante para Verstappen: depois de roubar a cena em seu ano de estreia, o piloto de 18 anos começa 2016 com a expectativa de se firmar como um dos futuros astros da categoria. Para isso, promete continuar com as ultrapassagens ousadas que marcaram a estreia.

8. Mercado agitado: vários contratos importantes acabam ao final deste ano, incluindo o do brasileiro Felipe Massa. Nico Rosberg, Valtteri Bottas, Jenson Button, Kimi Raikkonen e Daniel Ricciardo também estão entre os que estarão em plena negociação ao longo do ano, o que deve gerar uma série de boatos.

9. Equipe estreante: primeiro time a desembarcar na F-1 desde 2010, a Haas tem um modelo diferente, ‘terceirizando’ tudo o que o regulamento permite. Se a ideia der certo, pode mudar a maneira como novos investidores enxergam a categoria.

10. Polêmicas à vista: a FIA promete uma decisão final sobre a adoção da proteção no cockpit e as mudanças que prometem deixar os carros 5s por volta mais rápidos a partir de 2017 até o fim do abril. No entanto, ambas as propostas têm gerado muita polêmica nos últimos meses e a categoria parece estar longe de um consenso.

As atividades de pista para o GP de abertura, na Austrália, começam na quinta-feira, às 22h30, pelo horário de Brasília. O segundo treino livre será na madrugada da sexta-feira, a partir das 2h30. O terceiro treino livre será à meia-noite de sábado e a classificação, às 3h. A largada está marcada para as 2h do domingo.

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