Fórmula 1

Largadas da Ferrari assustam a Mercedes após 'lavada' no GP da Austrália

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

22/03/2016 09h36

Os primeiros metros da prova de abertura da Fórmula 1 na Austrália mostraram o que já se previa desde os testes de pré-temporada: a Ferrari conseguiu desenvolver um sistema de largada superior ao da Mercedes. E os atuais bicampeões do mundo não escondem a preocupação.

Enquanto o pole Lewis Hamilton caía da primeira para a sexta colocação e seu companheiro, Nico Rosberg, ia de segundo para terceiro, a Ferrari de Sebastian Vettel já tinha passado os dois mesmo antes da freada da primeira curva, na qual seu companheiro Kimi Raikkonen, superou a dupla da Mercedes para se colocar em segundo.

Durante a prova, um erro estratégico da Ferrari no caso de Vettel e uma quebra de motor no carro de Raikkonen abriram caminho para a dobradinha da Mercedes. Porém, o time reconhece que precisa melhorar suas largadas.

“Nossos ensaios de largada não tinham sido bons”, reconheceu o chefe Toto Wolff. “Não sei o que aconteceu, precisamos analisar e já estamos tentando consertar isso. A largada do Lewis foi um pouco pior e não sei se foi algum problema de hardware ou software ou o tempo de reação [do piloto].”

Porém, além da largada ruim da Mercedes, a Ferrari também se destacou pelos ganhos nos primeiros metros, algo que não foi uma novidade para o chefe da Red Bull, Christian Horner.

“A Ferrari foi ajudada por uma largada fantástica, que já tínhamos visto na pré-temporada. Desde lá as largadas deles têm sido muito fortes.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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