Fórmula 1

Hamilton reclama da falta de barulho dos motores da F-1 mesmo após mudança

Peter Park/AFP
Imagem: Peter Park/AFP

Do UOL, em São Paulo

23/03/2016 09h29

Uma das mudanças feitas para esta temporada da Fórmula 1 foi a adoção de uma segunda espécie de escapamento com o intuito de melhorar o som dos motores V6 turbo, uma das grandes reclamações dos fãs desde a introdução da novidade, em 2014.

A ideia foi separar o escapamento em si do wastegate, que serve para aliviar a pressão do turbo. Até o ano passado, o wastegate era ligado ao escapamento e havia apenas uma saída. Com o regulamento desde ano, é possível ter até três escapes distintos - um para o escapamento em si e dois wastegates.

Ainda que os engenheiros falem em um aumento de cerca de 5 decibéis, Lewis Hamilton afirmou que não sentiu nenhuma diferença no som de seu motor Mercedes.

“Dá para ouvir a diferença?”, questionou. “Você tem de ter um ouvido muito bom para sentir as mudanças.”

O inglês gostaria que os motores fossem mais barulhentos. “A diferença é zero. Não acho que o motor esteja soando bem”, disse o tricampeão, pedindo que os dirigentes tomassem providências para que o barulho volte aos níveis de quando ele era criança e se apaixonou pela F-1.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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