Fórmula 1

Lentidão e regras malucas: os 5 motivos para a revolta dos pilotos na F1

Getty Images/Dan Istitene
Imagem: Getty Images/Dan Istitene

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

24/03/2016 06h00

A divulgação de um comunicado assinado por Sebastian Vettel, Jenson Button e pelo ex-Fórmula 1 e atual presidente da GPDA, Alex Wurz, em nome dos pilotos da categoria escancarou sua insatisfação em relação ao rumos que o esporte tem tomado nos últimos anos. O documento pedia que os comandantes revissem a maneira como estão conduzindo as decisões esportivas, técnicas e econômicas, especialmente depois que os dirigentes voltaram atrás na introdução de um novo sistema de classificação após apenas uma etapa disputada no mundial.

As queixas dos pilotos, que se mantiveram à margem das discussões sobre o futuro da categoria em várias ocasiões, mantendo o discurso de que “é o mesmo para todos”, têm se intensificado nos últimos meses, especialmente desde a parte final da temporada passada. A avaliação, especialmente dos mais experientes, é de que a categoria já não é mais tão interessante quanto foi em um passado recente. Nem para o público, nem para eles próprios.

Entenda os 5 maiores problemas da F-1 segundo os pilotos:

1. Mudanças repentinas e autoritárias: o último grande exemplo foi o da classificação, alterada sem que pilotos ou equipes fossem consultados. Os pilotos querem fazer parte do processo decisório de mudanças para a categoria, por meio de sua associação, a GPDA. “Eu só vejo vantagens para a hierarquia da Fórmula 1 em pelo menos perguntar ao piloto: “Qual é o seu problema com o carro? Se mudarmos um pouco, isso aqui fica mais difícil?”. Porque isso não é difícil para mim. Eles nunca nos perguntaram sobre as complicações de seguir um outro carro, mas eles podem confiar em nós em coisas assim”, defendeu recentemente Lewis Hamilton.

2. Preocupação com regras de 2017: Apesar de ser ponto pacífico que a Fórmula 1 precisa passar por uma reformulação técnica para aumentar sua competitividade, engenheiros e dirigentes não têm conseguido chegar a um acordo de qual direção deve ser tomada. E alguns pilotos temem que a ideia central de tornar os carros mais rápidos possa diminuir as chances de ultrapassagem. Vários engenheiros, incluindo o diretor técnico da Mercedes, Paddy Lowe, e o da Ferrari, James Allison, corroboram com essa tese. ”Essas regras estão erradas e vão diminuir as ultrapassagens”, cravou Lowe.

3. Pneus com alto desgaste: introduzidos em 2011 justamente como forma de aumentar as chances de ultrapassagem, os pneus de alto desgaste fornecidos pela Pirelli são alvo comum de críticas dos pilotos. Para eles, o ideal seria ter uma borracha com a qual pudessem andar no limite, e não se preocupar tanto em administrar o ritmo para chegar até o final. “Se tivermos pneus aderentes, teremos pilotos felizes, o que significa uma performance autêntica e honesta, uma mensagem pura do nosso produto e pilotar os carros no [ritmo] máximo”, disse Wurz, representando os pilotos.

4. Lentidão dos carros: uma série de restrições, muitas delas voltadas ao corte de custos, além de medidas para aumentar as ultrapassagens, tornaram os carros mais lentos do que há 10 anos, quando a categoria bateu a grande maioria dos recordes de tempo de volta. Isso é sempre criticado pelos pilotos. "A Fórmula 1 precisa ser barulhenta e loucamente rápida. Precisa ser quase intocável, inatingível para as pessoas. E não é no momento. Os pilotos da GP2 estão andando dois ou três segundos mais lentos que nós. O degrau precisa ser mais alto", defendeu recentemente Jenson Button.

5. Excesso de punições: outro ponto que irrita os pilotos é a grande interferência dos comissários em acidentes, o que, em sua avaliação, acaba desestimulando-os a tentar manobras arriscadas. "Essas decisões precisam fazer mais sentido. Não vejo essas coisas no Mundial de Endurance ou na MotoGP, que são categorias muito mais divertidas do que a nossa", reclamou Fernando Alonso.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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