Fórmula 1

Renault pressiona por fim do limite de combustível: 'F-1 não é endurance'

Paul Crock/AFP
Imagem: Paul Crock/AFP

Do UOL, em São Paulo

30/03/2016 10h14

A Renault está pressionando por uma mudança no regulamento dos motores da Fórmula 1: os franceses querem que o uso de combustível deixe de ser restrito para permitir que os pilotos forcem mais o ritmo durante as corridas.

Atualmente, em conjunto com outras medidas que conseguiram aumentar a eficiência dos motores em cerca de 40% nos últimos dois anos, há duas regras que restringem o uso de combustível: o fluxo não pode passar de 100kg/h e um carro não pode consumir mais de 100kg de combustível durante uma corrida.

“Sou um grande fã de manter a F-1 como ela é. Não deveríamos nos tornar uma categoria de resistência”, defendeu Cyril Abiteboul, chefe da divisão de motores da marca na categoria. “Uma das coisas que estão colocando a F-1 em perigo é tentar combiná-la com endurance. O endurance tem a ver com eficiência, sustentabilidade, a capacidade de percorrer longas distâncias sem problemas. A F-1 tem corridas curtas, em que ataca o tempo todo.”

Mesmo admitindo que a economia de combustível sempre fez parte das corridas da categoria, Abiteboul acredita que, com as restrições atuais, isso se tornou algo importante demais.

“[Ao remover os limites] veríamos o fim de toda a negatividade da mensagem empregada a esta nova tecnologia, e isso é fantástico. Com o motor que usados, todos os fornecedores - a Mercedes em particular - deveriam ser creditadas pela tecnolgia que conseguimos empregar, reduzindo o consumo em até 40%. É incrível, mas esta mensagem fantástica está sendo destruída pelo fato de que, com este limite, estamos fazendo as pessoas acreditarem que isso só é obtido porque os pilotos economizam.”

Abiteboul defende que o limite de fluxo seja mantido, mas não o limite total. Porém, a Mercedes já se colocou contra a ideia, que será votada em breve, de acordo com o dirigente francês.

A Fórmula 1 já tomou algumas medidas para liberar as restrições impostas aos fabricantes, como forma de tentar aumentar a competitividade da categoria. Uma das principais medidas é o fim dos limites de desenvolvimento das unidades a partir de 2017.

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