Fórmula 1

Time e pilotos novatos roubam a cena no GP do Bahrein

Do UOL, em São Paulo

02/04/2016 15h36

O grid para o GP do Bahrein tem os nomes de sempre na frente: Hamilton na pole, Rosberg em segundo, e os pilotos da Ferrari logo atrás. Mas três novatos roubaram a cena na classificação e têm boas chances de continuar chamando a atenção na corrida, com largada marcada para o meio-dia do domingo, pelo horário de Brasília.

A nova equipe Haas é quem vem impressionando mais. O time colocou seus pilotos dentro do top 10 em diversos momentos durante os treinos livres e confirmou sua velocidade com o nono lugar de Romain Grosjean no grid.

Como o francês tem uma vantagem importante em relação aos rivais que se classificaram à frente - possui quatro jogos de pneus novos guardados - espera-se que tenha chances reais de pontuar pela segunda vez. O piloto já tinha feito história ao chegar em sexto logo na primeira prova do time, na Austrália, há duas semanas.

Outro que chamou a atenção foi Stoffel Vandoorne, da McLaren. O belga, que substitui Fernando Alonso neste final de semana e faz sua estreia em um GP de Fórmula 1 conseguiu superar o campeão de 2009 Jenson Button. “Foi uma surpresa”, admitiu o piloto de 24 anos, que vai largar em 12º. “Mas eu sabia que estava próximo dele nos treinos livres. Para uma primeira classificação, acho que posso ficar muito contente.”

Um pouco mais atrás no grid, em 16º, Pascal Wehrlein, que estreia nesta temporada, não escondeu a empolgação com o resultado, o melhor da equipe desde 2014. “Estou tão feliz! Foi uma pena ficar de fora do Q2, mas estamos o mais perto possível e é uma ótima posição para largar. Quero agradecer a equipe pelo trabalho duro deles no carro. Estava me sentindo muito confortável.”

O alemão, contudo, reconhece que os problemas de degradação de sua Manor podem atrapalhar na corrida. Já Vandoorne acredita que pode lutar para chegar nos pontos, contra a própria Haas de Grosjean e de Gutierrez e as Toro Rosso, seus rivais mais próximos.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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