Fórmula 1

Jogado 'na fogueira', substituto de Alonso impressiona em estreia na F1

MOHAMMED AL-SHAIKH/AFP
Imagem: MOHAMMED AL-SHAIKH/AFP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

03/04/2016 06h00

Na quinta-feira à tarde, Stoffel Vandoorne se preparava para testar o carro da Super Fórmula, categoria japonesa a qual vai disputar neste ano como forma de se manter ativo enquanto ocupa o papel de reserva da McLaren. Neste domingo, o belga de 24 anos se prepara para estrear na categoria sob grande expectativa, depois de ter superado um campeão do mundo na classificação. E com o mesmo carro.

Vandoorne foi chamado às pressas após o veto dos médicos à participação de Fernando Alonso, que sofreu fraturas nas costelas em acidente no GP da Austrália. O caminho do Okayama até Manama, capital do Bahrein, foi longo: no total, 14 horas de voo divididas em três trechos e mais seis horas de espera entre um voo e outro. Isso sem contar no fuso horário de seis horas entre os países. Avisado já no final da tarde de quinta-feira no Japão, o piloto acabou chegando ao Bahrein apenas na manhã da sexta-feira. E participou de sua primeira sessão de treinos livres às 14h locais.

No avião, Vandoorne aproveitou para estudar o ‘manual de instruções’ do MP4-31. Afinal, apesar de ter testado algumas vezes com a equipe - inclusive em janeiro deste ano - o belga nunca tinha andado no modelo atual e, para piorar, como as novas regras limitam muito as informações que os engenheiros podem passar aos pilotos no carro, teria de decorar diversos procedimentos.

A maneira rápida como o atual campeão da GP2 se adaptou mesmo sob condições adversas lhe rendeu elogios do chefe, Eric Boullier. “Sua dedicação estudiosa a procedimentos tão complexos é louvável”, disse o francês.

Mesmo reconhecendo a dificuldade, o estreante fez questão de ressaltar a ajuda que teve do titular Alonso em sua adaptação. “Foi meio caótico e as expectativas são grandes. Ter o Fernando do lado do meu carro não me trouxe mais pressão, na verdade foi muito legal da parte deve estar lá e dar sua opinião sobre o acerto, então me senti ajudado por ele.”

A ajuda deu resultado e Vandoorne andou por todo o final de semana razoavelmente próximo de Button, que tem mais de 280 GPs no currículo. Na classificação, mesmo tendo perdido mais de metade do último treino livre devido a um vazamento de óleo, o belga foi mais rápido que o inglês. “Nunca tinha testado este carro, mas me adaptei rapidamente e sinto que progredi muito ao longo do final de semana. Há potencial para fazer mais, mas não quero colocar nenhuma meta. Só farei meu melhor para a equipe e veremos qual o resultado final.”

Vandoorne vai largar na 12ª colocação, enquanto Button, que não ficou contente com seu desempenho na classificação, sairá do 14º posto. “Ele fez um bom trabalho e eu não”, resumiu. “Ele é muito competitivo e é rápido; já venceu aqui antes [na GP2], e acho que ele provou o quão bom é, além de ter feito muitos testes conosco”.

A largada para o GP do Bahrein será ao meio-dia, pelo horário de Brasília.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Blog do Carsughi

Blog do Carsughi

A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
UOL Esporte
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Blog do Carsughi
Grande Prêmio
Esporte Ponto Final
Topo