Fórmula 1

Mercedes teme a largada e Ferrari confia no ritmo: o que esperar do GP

Lars Baron/Getty Images
Hamilton vai largar na pole do GP do Bahrein Imagem: Lars Baron/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

03/04/2016 06h00

O pole position Lewis Hamilton e o segundo colocado no grid, Nico Rosberg, primeiro tentarão evitar perder a primeira fila, conquistada na classificação do GP do Bahrein, para depois entrarem em uma disputa interna que promete durar por toda a corrida. Pelo menos é esse o plano do alemão que, após dominar todos os treinos, perdeu a pole para o companheiro.

Mas Rosberg acredita que, no circuito de Sakhir, isso não deve fazer tanta diferença. “Se existe uma pista em que a pole position não é tão importante, é aqui no Bahrein. Muita coisa pode acontecer, como sempre vimos grandes batalhas e as ultrapassagens são possíveis aqui.”

Por outro lado, o alemão, que venceu a primeira etapa do campeonato, na Austrália, reconhece a preocupação com a largada das Ferraris, que se classificaram em terceiro, com Sebastian Vettel, e quarto com Kimi Raikkonen. Afinal, há duas semanas, os carros vermelhos foram bastante superiores e, em Sakhir, a distância do grid até a primeira curva é ainda maior, dando mais chance de ultrapassagem para o carro que largar melhor.

“Temos trabalhado duro em nossas largadas porque elas foram melhores do que na Austrália, então melhoramos. Ainda não está perfeito, e é difícil dar passos grandes em tão pouco tempo. Mas estamos confiantes de que a largada será boa. E, se não estivermos à frente, vamos caçá-los!”

Pelo lado da Ferrari, Kimi Raikkonen lembrou que a diferença de meio segundo na classificação não significa necessariamente que as Mercedes vão desaparecer na ponta na corrida. Afinal, a Ferrari tem um ritmo melhor aos domingos do que aos sábados.

“Parece que eles fazem algo diferente no final do Q3, eles parecem ter mais potência no motor ou algo do tipo, porque sempre se distanciam”, observou o campeão de 2007. “Mas a classificação é uma coisa, e a corrida é outra. Sabemos que, na prova, sempre estamos mais fortes, pelo menos mais próximos deles. Será igual amanhã? Quem sabe?”.

Williams x Red Bull
Mais atrás, a briga é entre a dupla da Williams, Valtteri Bottas, sexto, e Felipe Massa, sétimo no grid, com o quinto colocado Daniel Ricciardo. “Não esperava ter ficado na frente na classificação e, mesmo que nosso ritmo de corrida seja melhor do que em uma volta lançada, também não acho que será fácil mantê-los atrás na prova”, reconheceu o australiano.

Outro piloto que chama a atenção é Romain Grosjean. Além de ter quatro jogos de pneus novos, o francês é o primeiro a poder escolher a própria estratégia no começo da prova, uma vez que larga em nono e não precisa iniciar o GP com o pneu supermacio. A expectativa é que ele evite usar o composto mais macio, que perde rendimento muito facilmente, ou o faça apenas por poucas voltas no fim da prova, o que lhe dá uma vantagem importante na luta pelas últimas posições dentro do top 10. Os maiores rivais do piloto da Haas devem ser os carros de Toro Rosso e McLaren, que vêm logo atrás.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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