Fórmula 1

Sebastian Vettel defende que a Fórmula 1 abandone os motores V6 turbo

Do UOL, em São Paulo

08/04/2016 12h02

Um dos maiores críticos da situação atual da Fórmula 1, Sebastian Vettel defendeu o retorno dos motores aspirados, com os quais venceu seus quatro títulos mundiais, de 2010 a 2013. Para o alemão, a tecnologia dos turbo V6 híbridos, que estrearam em 2014, é cara demais e é a base dos problemas da categoria.

“Pessoalmente, acho que as atuais unidades de potência são muito caras e seria benéfico para todas as equipes e o esporte em geral voltar para algo como os motores aspirados. Essas unidades de potência já custaram muito dinheiro e vão continuam custando”, declarou o piloto da Ferrari.

“Tudo o que temos tentado fazer com as mudanças nas regras não muda o problema principal e acho que muitos dos problemas que estamos enfrentando vêm desse caminho errado que foi tomado. É fácil agora levantar a mão e admitir isso, mas ainda estamos travados. Não posso mudar as regras, acho que é bom não deixar um piloto ou uma pessoa mudar as regras, mas a maneira como as coisas estão não é a melhor.”

A opinião de Vettel é semelhante à do promotor da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, crítico feroz dos V6 turbo, que acabaram se tornando um diferencial de performance importante entre as equipes, dando mais poder às montadoras. 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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