Fórmula 1

Chuva marca último treino antes da classificação e Vettel lidera na China

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

16/04/2016 01h59

A chuva protagonizou a última sessão de treinos livres antes da classificação para o GP da China. O treino acabou sendo a única oportunidade para os pilotos testarem seus carros com pista molhada antes da formação do grid e foi liderado por Sebastian Vettel, da Ferrari.

Valtteri Bottas, da Williams, ficou com o segundo lugar, seguido por Sergio Perez, da Force India. Entre os brasileiros, Felipe Massa, que só usou os pneus de chuva pesada, foi o 13º, e Felipe Nasr, o 11º. Apenas 14 pilotos marcaram tempo em uma sessão na qual os pilotos da Mercedes foram à pista apenas para fazer voltas de instalação.

A chuva - e a escassez dos pneus de chuva disponíveis - fez com que os carros demorassem a ir para a pista. O primeiro a se aventurar foi Valtteri Bottas, da Williams, que demonstrou ter dificuldades para controlar o carro, mesmo com pneus para chuva extrema. Isso levou os demais pilotos à pista, mas apenas para voltas de instalação, sem marcar tempo.

O primeiro a fechar uma volta foi Kimi Raikkonen, líder da sexta-feira, com mais de meia hora de sessão. Com o número de pilotos na pista aumentando e as condições melhorando, os tempos foram caindo e os pneus intermediários passaram a ser os mais rápidos. Mas a Ferrari continuou na frente, com Sebastian Vettel, enquanto as Mercedes se mantinham nos boxes.

A classificação será disputada a partir das 4h deste sábado pelo horário de Brasília. O treino será realizado no formato antigo, utilizado até 2015, com os carros sendo eliminados e com as posições definidas apenas ao final de cada uma das três partes.

Lewis Hamilton fez a pole position nas duas primeiras corridas. Porém, na China, o inglês perderá cinco posições no grid pela troca de câmbio de sua Mercedes.

Confira os tempos da terceira sessão de treinos livres do GP da China
1. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 57.351s
2. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes 1m 58.061s
3. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes 1m 58.689s
4. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari 1m 58.800s
5. Esteban Gutierrez MEX Haas-Ferrari 1m 59.526s
6. Jolyon Palmer ING Renault-Renault 1m 59.677s
7. Kevin Magnussen DIN Renault-Renault 1m 59.761s
8. Pascal Wehrlein ALE MRT-Mercedes 1m 59.964s
9. Max Verstappen HOL Toro Rosso-Ferrari 2m 00.150s
10. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes 2m 00.158s
11. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari 2m 00.197s
12. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari 2m 00.812s
13. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 2m 02.438s
14. Rio Haryanto INA MRT-Mercedes 2m 02.732s
15. Jenson Button ING McLaren-Honda Sem tempo
16. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda Sem tempo
17. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari Sem tempo
18. Daniil Kvyat RUS Red Bull-TAG Heuer Sem tempo
19. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes Sem tempo
20. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG Heuer Sem tempo
21. Lewis Hamilton ING Mercedes-Mercedes Sem tempo
22. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari Sem tempo 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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