Fórmula 1

Alonso abraça desafeto Herbert e ironiza: 'Você quer me ver em casa'

Do UOL, em São Paulo

17/04/2016 15h16

O clima tenso entre o ex-piloto e comentarista Johnny Herbert e Fernando Alonso teve mais um capítulo logo antes do GP da China, neste domingo. Escalado para entrevistar os pilotos durante o desfile que tradicionalmente acontece minutos antes da largada, o inglês falou com o espanhol. E não escapou do sarcasmo do piloto da McLaren, ajudado pelo ex-companheiro Felipe Massa.

A polêmica entre Herbert e Alonso começou no GP do Bahrein, quando o britânico defendeu que o espanhol deveria se aposentar porque não estava mais motivado e que não vinha em boa fase desde 2012. Irritado, o bicampeão respondeu ao ex-piloto ao vivo na TV britânica, dizendo que ele não poderia opinar porque “não sabe o que é ser campeão do mundo e, por isso, acabou como comentarista”. Nos dias seguintes, contudo, Herbert voltou a pedir a aposentadoria de Alonso.

Na China, o britânico foi recebido com um abraço de Alonso na entrevista e salientou que “muitos fãs estão felizes em vê-lo de volta ao carro”, em referência ao fato do piloto ter ficado de fora do GP do Bahrein devido a uma fratura nas costelas. O comentário não passou despercebido por Alonso, que ironizou Herbert ao comentar com Felipe Massa, que estava ao lado e insistia para o comentarista tocar no assunto da aposentadoria. “Ele está falando que os fãs estão contentes em me ver de volta. Mas ele quer que eu fique em casa.” Herbert, então, diz que não quer a aposentadoria de Alonso. “Não tenho nenhum problema com você! E sei que há milhares de fãs felizes em vê-lo de volta.”

No retorno ao cockpit após quase um mês afastado pela lesão, Alonso ficou de fora da zona de pontuação, assim como o companheiro Jenson Button. Mesmo salientando a importância de ambas McLaren terminarem um GP pela primeira vez no ano, o espanhol reconheceu que falta ritmo ao carro. “Não somos rápidos o bastante para terminar no top 10 e precisamos melhorar o carro para a próxima prova.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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