Fórmula 1

Lewis Hamilton diz que não deve nada à F-1. E manda recado para Rosberg

AP Photo/Kamran Jebreili
Imagem: AP Photo/Kamran Jebreili

Do UOL, em São Paulo

19/04/2016 09h43

Lewis Hamilton é o piloto com mais seguidores nas mídias sociais e custa ser elogiado pelo chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, que o considera o campeão que mais trabalha em favor do esporte.

De fato, o inglês acha que faz tanto pela categoria que não lhe deve mais nada.

“Na verdade, eu promovo o esporte muito mais do que qualquer outro piloto. Vou a mais evento falar sobre a F-1 do que qualquer outro - provavelmente mais do que todos os pilotos juntos ou mais. Então não sinto que tenho qualquer responsabilidade a mais”, afirmou em entrevista à CNN.

“Tenho fãs incríveis e passo o tempo que posso motivando-os e energizando aqueles que me seguem. Não sei o que mais tenho de fazer. Estou aqui há 10 anos. Amo o esporte. Dou a eles meu sangue, suor e lágrimas. Então não acho que devo nada à F-1.”

Recado para Rosberg
Hamilton também falou sobre a atual sequência positiva do companheiro Nico Rosberg, que venceu as três primeiras etapas do campeonato e se aproveitou dos contratempos do inglês, que sofreu toques nas largadas nas três ocasiões e perdeu posições.

Com isso, Hamilton está a 36 pontos do alemão.

“Ele fez um ótimo trabalho. Mas não estive por perto para realmente lutar com ele”, lembrou. “Ele teve vida fácil nas últimas corridas. É bom para ele. Aproveite enquanto dura porque você nunca sabe quanto vai durar.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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