Fórmula 1

Raikkonen vê a Ferrari lutando pelo título em 2016, mas pede fim de erros

 Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

19/04/2016 11h14

Kimi Raikkonen foi um dos destaques do GP da China, conquistando o quinto lugar depois de cair para a penúltima colocação no início da prova devido a um toque com o próprio companheiro de Ferrari, Sebastian Vettel, na primeira volta. A velocidade demonstrada pela Scuderia, que permitiu a recuperação, anima o finlandês, que não descarta a possibilidade de lutar com as Mercedes pelo título.

“Só foram três corridas. Obviamente, muita coisa pode acontecer - e vai, com certeza. Só temos de pontuar o máximo possível e não ter mais problemas em nenhuma corrida, para tentar nos colocar à frente”, avaliou.

“Acho que em termos de velocidade, não estamos tão mal - como mostramos na classificação [na China] temos velocidade para estar muito perto deles se não cometermos erros. Pelo menos parece que estamos mais próximos. Mas se não conseguimos fazer corridas limpas e eles o fizerem, não temos como batê-los.”

O fato de Raikkonen insistir na necessidade da Ferrari ter corridas mais limpas é justificável: o time italiano teve problemas em todas as provas até aqui. Com o próprio Raikkonen, a lista conta com uma quebra do turbo na Austrália, uma largada ruim no Bahrein e a batida da China.

“Há circuitos em que seremos mais fortes do que aqui e às vezes eles serão provavelmente mais fortes, mas o principal é melhorar o carro e o pacote em geral. Mas precisamos de corridas limpas. Se tivermos problemas, isso não ajuda no campeonato. Precisamos fazer um trabalho melhor.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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