Fórmula 1

Chefe de Felipe Nasr admite que crise já afeta desenvolvimento do carro

Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

27/04/2016 13h29

A Sauber enfrenta um dos piores momentos de sua história, tendo dificuldades para pagar os funcionários mesmo recebendo adiantamentos do dinheiro vindo dos direitos comerciais da Fórmula 1. E a expectativa do time de Felipe Nasr e Marcus Ericsson não é boa: segundo a chefe Monisha Kaltenborn, o desenvolvimento do carro de 2016 já está comprometido pela falta de recursos. Tanto, que, ao lado de Renault e Manor, a Sauber é uma das três equipes que ainda não pontuou na temporada.

“Temos de fazer alguns malabarismos para conseguir”, admitiu Monisha à Autosport. “Sempre há algumas coisas que, devido a nossa situação, demoram mais. Então quando tudo estiver no carro vocês verão que daremos um passo adiante. Este não é realmente nosso carro de 2016”

A dirigente, contudo, prefere não dar prazos e admite que o carro que está sendo utilizado nas primeiras etapas é uma espécie de ‘híbrido’, contendo peças do ano passado.

“É muito difícil especular o que vai acontecer, mas haverá uma mudança. Só precisamos ter paciência para superar essa fase. Não teremos grandes atualizações porque, como o carro será diferente em 2017, estamos em uma situação em que questionamos onde focar”, admitiu.

Monisha lembra que a Sauber já cometeu o erro de investir demais em apenas uma temporada em 2013 e pagou um alto preço para isso - o time caiu do sétimo lugar, com 57 pontos, para terminar 2014 zerada. “Quando tomamos a decisão de focar em uma temporada, sabemos o que aconteceu no ano seguinte. O impacto foi grande. Então precisamos equilibrar as coisas nesta temporada.”

Para este final de semana, contudo, Nasr deverá ter à disposição um novo chassi. O brasileiro vinha se queixando do comportamento do carro, muito diferente do modelo testado por ele na pré-temporada - e que está sendo usado pelo companheiro Ericsson.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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