Fórmula 1

Com Ecclestone pressionado, nome de Lauda ganha força como chefão da F-1

Mark Baker / AP
Imagem: Mark Baker / AP

Do UOL, em São Paulo

27/04/2016 06h00

A falta de consenso sobre as regras de 2017 da Fórmula 1 é mais um capítulo de uma guerra política que pode acabar com o poder de Bernie Ecclestone depois de mais de 30 anos no controle comercial da categoria. E um dos nomes mais fortes que surgem para substituir o octogenário é o do atual presidente não-executivo da Mercedes, Niki Lauda.

O sistema de tomada de decisões da categoria tem sido abertamente criticado até pelos pilotos. “É uma democracia de verdade se um veto pode cancelar tudo?”, questionou o alemão Nico Rosberg, da Mercedes. “Imagine 27 homens com 27 interesses diferentes numa mesa, e uma voz pode parar tudo. Não é praticável”, disse, referindo-se à Comissão de F-1, que não conseguiu chegar a um acordo em reunião na última terça-feira sobre o novo regulamento, que tem de ser ratificado até dia 30 de abril.

Não coincidentemente, ainda que a reunião da última terça-feira tenha acabado sem a assinatura de qualquer documento por falta de quórum, acredita-se que os pontos de discórdia não estejam no novo projeto de carro em si, mas sim nas mudanças do regulamento dos motores.

Montadoras unidas contra Ecclestone

Nos últimos meses, as montadoras têm demonstrado união para barrar todas as tentativas de mudanças propostas por Ecclestone, que não poupa críticas aos motores V6 híbridos e chegou até a propor a abertura do regulamento para que o grid também tenha propulsores V8. Como o investimento em uma tecnologia bastante avançada foi bastante alto, as montadoras tentam proteger o atual regulamento.

Para desistir do plano do motor alternativo, Ecclestone e a FIA pediram que as montadoras encontrassem formas de nivelar o desempenho dos motores e torná-los mais baratos para as equipes clientes. Porém, dado o alto investimento, essa pressão tem levado as montadoras a questionar o próprio poder de Ecclestone.

Quem falou mais diretamente sobre o assunto foi Sergio Marchionne, CEO da Fiat e presidente da Ferrari. “Há muito trabalho a ser feito”, disse ao jornal italiano La Repubblica quando perguntado sobre a situação política do esporte. “Ecclestone é muito bom negociador, mas cedo ou tarde ele vai ter de se aposentar.”

O inglês, de 85 anos, disse recentemente que indicou vários nomes para sua sucessão, incluindo o ex-chefe da Benetton e Renault Flavio Briatore, mas nenhum deles foi aceito.

Um ex-piloto no comando

Na opinião de Marchionne, contudo, não deveria acontecer apenas uma troca mas, sim, uma mudança total na forma como o esporte é gerido, uma vez que Ecclestone, que subiu ao poder quando se tornou chefe da associação das equipes e passou a negociar, pessoalmente, os contratos com organizadores de corridas, patrocinadores e TVs, adota uma postura centralizadora. “Teremos de repensar tudo e construir uma estrutura mais sólida. Uma estrutura de verdade.”

Acredita-se que o plano de Marchionne seria dividir as tarefas de Ecclestone entre três, com focos em marketing, questões jurídicas e esportivas. Nesse contexto, a imprensa especializada alemã começou a apontar alguns nomes, como dos ex-pilotos Alex Wurz, hoje presidente da associação de pilotos, e David Coulthard.

Porém, o mais cotado é Niki Lauda. O nome do austríaco foi rejeitado inicialmente, mas como o tricampeão da F-1 acena com a venda de suas ações na Mercedes, seu nome ganhou força nas últimas semanas.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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