Fórmula 1

Bandeira e jeito de ser: ex-atletas falam sobre Senna, morto há 22 anos

Do UOL, em São Paulo

01/05/2016 06h00

No dia que marca 22 anos da morte de Ayrton Senna, ex-atletas falaram sobre o ex-piloto, morto em 1º de maio de 1994. Fernando Meligeni, Giba e Magic Paula foram os entrevistados do projeto Esporte (ponto final). Na conversa, o trio falou sobre a representatividade de Senna para o esporte nacional.

“Ele era uma pessoa que sempre dava esperança, mesmo para nós que éramos do esporte. Dava uma esperança de que no final sempre tudo ia dar certo”, explica Giba, com a voz embargada, logo depois de lembrar da morte do piloto. “Foi um momento de perplexidade”.

Tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna morreu durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola. O brasileiro perdeu o controle de sua Williams e bateu na curva Tamburello.

Durante os 10 anos de carreira, uma imagem de Senna a cada vitória se transformou em uma marca: a bandeira do Brasil tremulando na mão. “(O que me lembra ele) é a cena do cockpit com a bandeira fora”, afirma Meligeni. “É a procura da bandeira, o falar do país, a maneira de se posicionar. E uma outra coisa: não falar o que você faz. As pessoas falam por você”.

“Ele marcou muito não só pelas conquistas, mas pelo seu comportamento, atitude”, completa Magic Paula.

Todos os vídeos aqui publicados fazem parte do Esporte (ponto final), um canal que conta as histórias mais marcantes do esporte na visão de seus protagonistas, os próprios atletas. Saiba mais nos endereços: www.youtube.com/esportepontofinal e www.facebook.com/esportepontofinal.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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