Fórmula 1

Hamilton se recupera, mas não impede quarta vitória de Rosberg na temporada

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

01/05/2016 10h36

Lewis Hamilton até conseguiu se recuperar depois de largar em décimo lugar, mas não conseguiu impedir Nico Rosberg de vencer pela sétima vez seguida - a quarta nesta temporada - e ampliar ainda mais sua vantagem na liderança do campeonato. O alemão, que largou na pole, liderou o GP da Rússia de ponta a ponta e comandou a dobradinha da Mercedes. Kimi Raikkonen, da Ferrari, foi o terceiro. Com o resultado, Rosberg chegou aos 100 pontos, contra 57 de Hamilton.

Largando em quarto, Felipe Massa perdeu uma posição justamente para Hamilton nas primeiras voltas e chegou em quinto, atrás do companheiro Valtteri Bottas. Já Felipe Nasr fez uma boa largada, ganhando sete posições, mas perdeu ritmo e ainda teve uma punição durante briga de posição, terminando em 16º.

Vettel bate com Kvyat de novo
Nico Rosberg não deu chance aos adversários na largada  e pulou na frente, enquanto Kimi Raikkonen superou Valtteri Bottas e subiu para segundo. Felipe Massa manteve o quarto lugar e, atrás do brasileiro, houve vários toques. Quem se deu mal foi Sebastian Vettel, que teve dois toques com Kvyat, rodou, bateu e saiu da prova. O russo sofreu a pior punição das regras, um stop and go de 10s.

No segundo round entre Vettel e Kvyat, que trouxe o Safety Car para as primeiras voltas,  também vitimou Ricciardo e ambos os Red Bull foram aos boxes e colocaram os pneus médios, para irem até o final da prova.

Fora das confusões desta vez, Hamilton subiu de décimo para quinto e Alonso também fez uma grande largada, pulando para sétimo. Felipe Nasr foi outro que ganhou muitas posições, indo de 19º para 12º.

Hamilton vai para cima
Na relargada, Bottas deu o troco em cima de Raikkonen e Hamilton ultrapassou Massa, subindo para quarto na quarta volta. Três giros depois, o inglês passou também a Ferrari e chegou ao terceiro posto.

O inglês, contudo, sofreu para passar Bottas. A Williams até tentou defender a posição antecipando a parada do finlandês, na volta 17, mas no retorno de ambos à pista Hamilton ultrapassou o rival e tomou o segundo posto. Porém, Rosberg já tinha aberto 12s para o companheiro.

Ao retardar sua parada, Raikkonen acabou ganhando também a posição de Bottas. Com isso, após os pit stops, Rosberg liderava, seguido de Hamilton, Raikkonen, Bottas, Massa, Perez, Verstappen, Alonso, Ricciardo e Magnussen.

Na segunda parte da corrida, Hamilton começou a tirar a diferença em relação a Rosberg, chegando a ficar 7s atrás com 15 voltas para o final, quando foi avisado de um problema de pressão de água em sua Mercedes.

Mais atrás, Perez fez sua parada e Verstappen abandonou com o motor quebrado. Com isso, Alonso subiu para o sexto lugar, à frente de Magnussen, Grosjean, Perez e Sainz. A folga de Massa em relação ao espanhol era tanta, contudo, que o brasileiro chegou a fazer uma segunda parada e ainda voltou em quinto. Button, por sua vez, ainda teve tempo, com quatro voltas para o final, de superar Sainz e, assim como Alonso, marcar seu primeiro ponto do ano, em décimo.

A Fórmula 1 volta em duas semanas, no GP da Espanha.

Confira o resultado do GP da Rússia
1. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes 53 laps 1h 32m 41.997s
2. Lewis Hamilton ING Mercedes-Mercedes +25.022s
3. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari +31.998s
4. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes +50.217s
5. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes +1m 14.427s
6. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda +1 lap
7. Kevin Magnussen DIN Renault-Renault +1 lap
8. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari +1 lap
9. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes +1 lap
10. Jenson Button ING McLaren-Honda +1 lap

11. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari +1 volta
12. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-Renault +1 volta
13. Jolyon Palmer ING Renault-Renault +1 volta
14. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari +1 volta
15. Daniil Kvyat RUS Red Bull-Renault +1 volta
16. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari +1 volta
17. Esteban Gutierrez MEX Haas-Ferrari +1 volta
18. Pascal Wehrlein ALE Manor-Mercedes +2 voltas

Abandonos:
Max Verstappen HOL Toro Rosso-Ferrari 34 voltas completadas
Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 0 voltas completadas
Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes 0 voltas completadas
Rio Haryanto INA Manor-Mercedes 0 voltas completadas

Campeonato de Pilotos
1º Nico Rosberg Mercedes 100
2º Lewis Hamilton Mercedes 57
3º Kimi Raikkonen Scuderia Ferrari 43
4º Daniel Ricciardo Red Bull Racing 36
5º Sebastian Vettel Scuderia Ferrari 33
6º Felipe Massa Williams Martini Racing 32
7º Romain Grosjean Haas F1 Team 22
8º Daniil Kvyat Red Bull Racing 21
9º Valtteri Bottas Williams Martini Racing 19
10º Max Verstappen Scuderia Toro Rosso 13
11º Fernando Alonso McLaren-Honda 8
12º Kevin Magnussen Renault Sport F1 6
13º Nico Hulkenberg Sahara Force India 6
14º Carlos Sainz Scuderia Toro Rosso 4
15º Sergio Perez Sahara Force India 2
16º Stoffel Vandoorne McLaren-Honda 1
17º Jenson Button McLaren-Honda 1

Campeonato de Construtores
1º Mercedes AMG Petronas F1 Team  157
2º Scuderia Ferrari  76
3º Red Bull Racing  57
4º Williams Martini Racing  51
5º Haas F1 Team  22
6º Scuderia Toro Rosso  17
7º McLaren-Honda  10
8º Sahara Force India F1 Team  8
9º Renault Sport F1  6
10º Sauber 0
11º Manor 0
 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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