Fórmula 1

Ritmo na Rússia surpreende a Williams: 'Estamos mais perto da Ferrari'

Clive Mason/Getty Images
Williams deixou a Red Bull para trás na Rússia Imagem: Clive Mason/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

02/05/2016 11h52

A Williams foi para o GP da Rússia focada em bater a Red Bull. E acabou surpresa com o ritmo obtido em relação à Ferrari. Felipe Massa e Valtteri Bottas protagonizaram a melhor classificação da equipe desde o GP da Grã-Bretanha, em julho do ano passado, e conquistaram o melhor resultado do ano na corrida.

Mesmo que a melhor Williams tenha sido a de Bottas, quarto, a 19s da Ferrari de Kimi Raikkonen, o resultado foi comemorado pelo chefe de performance, Rob Smedley.

“Temos de ser razoavelmente pragmáticos em relação a isso e entender de onde estamos vindo em relação à Ferrari. O ritmo deles foi muito bom nas primeiras corridas e acho que, se você olhar o ritmo puro na corrida, estamos nos aproximando deles novamente. Sabíamos, contudo, que seria difícil batê-los”, disse o profissional em entrevista coletiva após o GP da Rússia.

“Nossa principal meta era bater a Red Bull, o que fizemos de maneira tranquila, mas acho que o que podemos tirar dessa corrida de positivo é que estamos mais próximos da Ferrari e isso é algo positivo.”

A Williams já esperava um resultado positivo na Rússia devido às características da pista, mas a equipe também avalia que as mudanças trazidas para Sochi foram fundamentais para a melhora do desempenho.

“Como sempre, nunca existe apenas um motivo”, afirmou Smedley. “Definitivamente, é uma pista boa para nosso carro, mas não tanto já foi no passado, então não esperávamos chegar aqui e ter uma grande vantagem em relação à Ferrari, ainda que esse fosse o caso em relação à Red Bull.”

“Então, na comparação com a Ferrari, as duas coisas que estão funcionando para nós aqui são os upgrades que trouxemos para o carro, que estão definitivamente funcionando, e o fato de termos conseguido fazer os pneus funcionarem”, explicou o engenheiro. “Fazer especialmente os pneus dianteiros funcionarem, o que foi um grande problema para outras equipes, foi algo que conseguimos fazer.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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