Fórmula 1

Teorias da conspiração contra Lewis Hamilton são 'lunáticas', defende chefe

Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

02/05/2016 06h00

As teorias conspiratórias não demoraram a aparecer após Lewis Hamilton sofrer problemas recorrentes em seu motor nas últimas duas corridas. Afinal, enquanto o inglês, campeão das duas últimas temporadas, tinha sua vida dificultada, o companheiro Nico Rosberg aproveitava para vencer na China e na Rússia e construir uma vantagem de 47 pontos na liderança do campeonato, após apenas quatro provas disputadas.

Hamilton, que já não havia tido bons resultados nas duas primeiras provas devido a toques nas primeiras curvas na Austrália e no Bahrein, perdeu pontos importantes após sua unidade de potência apresentar problemas idênticos na classificação das etapas seguintes. Isso, mesmo com a Mercedes trocando o motor do inglês. Do outro lado da garagem, Rosberg ficou tranquilo para conquistar a pole position em ambas as provas.

Para completar, quando Hamilton escalou o pelotão da décima para a segunda posição na Rússia e estava diminuindo a diferença para o líder Rosberg, foi instruído a diminuir o ritmo devido a um vazamento de água.

Para o chefe da Mercedes, Toto Wolff, contudo, é impensável imaginar que a equipe possa estar prejudicando seu próprio piloto, cujo contrato vale até o final de 2018.

“Primeiramente, é claro que não é de propósito. A equipe tem sofrido duras críticas nas mídias sociais, com teorias da conspiração. Minha resposta é que nem quero saber quem é esse bando de lunáticos que acha que podemos prejudicar um piloto, nosso piloto, que foi duas vezes campeão conosco”, atacou. “Lewis não nos decepcionou e nós não o decepcionaríamos.”

Wolff lembrou que, na Rússia, Rosberg também teve problemas. “É um esporte mecânico, e quebras acontecem. Na verdade, Nico teve um problema no MGU-K e chegamos a pensar que ele não terminaria a corrida. Estamos trabalhando no limite do carro e do motor para ter um carro competitivo, e é por isso que vencemos as provas. Mas se você força os limites, pode passar deles às vezes”, justificou.

“Acho muito difícil levar a sério pessoas que estão deitadas na cama com o laptop no colo mandando mensagens nos criticando. Não estamos levando isso a sério. Fico imaginando o que passa pela cabeça dessas pessoas. Só estou falando sobre isso porque quero proteger esses caras”, afirmou, referindo-se aos membros da equipe.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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