Fórmula 1

Hamilton admite que 'cartões amarelos' podem complicar sua vida em 2016

Peter Park/AFP
Imagem: Peter Park/AFP

Do UOL, em São Paulo

05/05/2016 06h00

A regra é clara: o piloto que receber três reprimendas durante uma temporada perderá 10 posições no grid de largada da prova seguinte. E, após apenas quatro etapas disputadas em 2016, o tricampeão Lewis Hamilton já está ‘pendurado’.

O inglês recebeu o primeiro ‘cartão amarelo’ após dar marcha ré no pit lane, após a classificação do GP do Bahrein. O piloto, inclusive, escapou de uma punição mais severa pois justificou que os próprios fiscais de pista lhe pediram para movimentar o carro.

Na última etapa, na Rússia, também na classificação, Hamilton recebeu a segunda reprimenda também por um detalhe. O diretor de provas Charlie Whiting havia determinado que, caso um piloto saísse da pista na curva 2, teria de passar pelo lado esquerdo de uma espécie de cone colocado na área de escape antes de voltar à pista, por questões de segurança. Ao ignorar a determinação, Hamilton levou o segundo ‘cartão amarelo’.

São diversos os motivos que podem levar um piloto a levar uma reprimenda, inclusive se atrasar para coletivas de imprensa, por exemplo.

Sabendo que corre risco, Hamilton criticou duramente as penalizações. “Fiquei sabendo que é bem provável que eu perca 10 posições no grid porque só falta uma reprimenda. A última foi ridícula”, reclamou aos jornalistas em Sochi.

“É muito engraçado. Na época do kart tinha um comissário que só estava lá para acabar com o final de semana de todo mundo e estou começando a ter as mesmas experiências… e como se as famílias aparecessem, pagassem caro para estar lá e tem esse cara, um completo idiota, que aparece só para arruinar o final de semana de todos”, relembrou o inglês.

Para complicar a situação de Hamilton, que está a 43 pontos do líder Nico Rosberg, a Fórmula 1 vive a temporada mais longa da história, com 21 corridas.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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