Fórmula 1

Red Bull confirma 'rebaixamento' de Kvyat. Verstappen assume vaga

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Do UOL, em São Paulo

05/05/2016 06h24

A Red Bull confirmou o ‘rebaixamento’ de Daniil Kvyat após o russo bater com Sebastian Vettel e acabar comprometendo, por tabela, a corrida do companheiro Daniel Ricciardo no GP da Rússia, no último final de semana. O piloto será substituído por Max Verstappen e vai correr, no GP da Espanha, dia 15 de maio, ao lado de Carlos Sainz na Toro Rosso.

Kvyat, que chegara ao pódio na etapa anterior, na China, mesmo após também ter se tocado com Vettel, tirou o alemão da corrida logo na primeira volta na etapa seguinte. Primeiramente, errou a freada da curva 2 e bateu na traseira da Ferrari, empurrando-a para cima de Ricciardo, que teve a asa dianteira quebrada. Sem perceber a queda de velocidade do carro italiano, Kvyat acabou batendo pela segunda vez na curva seguinte, desta vez tirando Vettel da prova e também danificando sua asa.

Os toques acabaram com as chances de ambos os pilotos da Red Bull, que terminaram o GP fora dos pontos, e revoltaram Sebastian Vettel.

Após a prova, o chefe Christian Horner fez questão de deixar claro que o russo havia “arruinado a corrida da equipe” e o consultor Helmut Marko disse que o piloto “não teria uma segunda chance”.

Nesta quinta-feira, o time confirmou que o russo Kvyat, que faz sua segunda temporada pela equipe, será substituído por Max Verstappen. “Max provou que é um jovem talento impressionante”, disse Horner em comunicado oficial. “Suas performances na Toro Rosso foram impressionantes até aqui e estamos felizes em lhe dar uma oportunidade para pilotar pela Red Bull”.

“Estamos em uma posição única de ter quatro pilotos na Red Bull e na Toro Rosso sob contrato, então temos a flexibilidade de fazer trocas entre as equipes. Dany continuará seu desenvolvimento na Toro Rosso, uma equipe com a qual tem familiaridade, para lhe dar a chance de voltar ao seu melhor e mostrar seu potencial.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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