Fórmula 1

Red Bull acredita que voltará a dominar a Fórmula 1 com regras de 2017

Ross Land/AP
Imagem: Ross Land/AP

Do UOL, em São Paulo

09/05/2016 06h00

A Red Bull está colocando todas as suas fichas nas mudanças do regulamento da Fórmula 1 para a próxima temporada para voltar a lutar por campeonatos. O time, tetracampeão entre 2010 e 2013, perdeu terreno com a introdução dos motores V6 turbo híbridos, mas agora acredita que pode retornar ao topo. Isso, se a prometida convergência de performances dos motores sair do papel, como alerta o consultor do time Helmut Marko.

“Agora todas as equipes terão a chance de diminuir a diferença. Claro que provavelmente somos os maiores beneficiados, pois no passado, quando houve mudanças, sempre estivemos na frente”, lembrou Marko em entrevista ao site oficial da F-1.

“Se a diferença entre os motores não for maior do que três décimos, temos todas as chances do mundo para fazer algo com nosso chassi. Isso nos colocaria de volta a uma posição em que podemos vencer corridas novamente - e lutar por campeonatos. Mas tudo depende se tudo for feito do jeito que foi escrito e decidido.”

Em outras palavras, o grande temor da Red Bull é que a promessa de maior equalização dos motores não saia do papel, dificultando uma reação da equipe, que usa uma das unidades de potência mais fracas do grid, a Renault.

“A maneira como essa convergência será feita ainda está em aberto. Se realmente pudermos ficar dentro desses três décimos que foram calculados estaremos bem - mas não parece haver qualquer garantia disso.”

Além da convergência de performance dos motores por meio do fim das restrições ao desenvolvimento, os carros serão mais largos e rápidos e terão pneus maiores a partir de 2017.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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