Fórmula 1

'Estou me sentindo uma m...', diz Ricciardo após perder vitória na Espanha

REUTERS/Albert Gea
Imagem: REUTERS/Albert Gea

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

15/05/2016 14h45

Quando a dupla da Mercedes bateu na primeira volta, o GP da Espanha parecia ter caído no colo de Daniel Ricciardo. Porém, com a opção da Red Bull de fazer três paradas com o australiano, diferentemente da tática adotada por seu companheiro, Max Verstappen, que acabou vencendo a corrida.

“Estou me sentindo uma merda”, resumiu o piloto que, mesmo tendo tido um pneu furado com duas voltas para o final, foi quarto colocado. “Liderar quase a metade da corrida e nem terminar no pódio é um saco. A estratégia é o grande problema. O Vettel já tinha se comprometido em fazer três paradas e, para mim, quando você uma hora está liderando, e na outra tem de passar três carros, não ajuda muito. Estou muito frustrado.”

A equipe explicou que, quando decidiu pela estratégia de três paradas para Ricciardo, não sabia o que seria mais rápido. Porém, o australiano disse que vai pedir mais explicações.

“É difícil. Parte de mim está feliz pela equipe, mas também é um esporte individual e sinto que tenho de pedir explicações da minha parte da garagem.”

Com o resultado, Ricciardo caiu para o quinto lugar no campeonato, atrás das duplas de Mercedes e Ferrari.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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