Fórmula 1

Trunfo de Max Verstappen para ganhar a 1ª aos 18 anos é a calma, diz pai

 Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

16/05/2016 13h02

Um dos sorrisos mais largos no paddock do GP da Espanha após a bandeirada era de Jos Verstappen, pai e mentor do vencedor Max. O ex-piloto, que acompanha bastante de perto a carreira do filho e está presente em todas as provas, destacou a forma madura como o piloto de apenas 18 anos lidou com uma verdadeira revolução em sua carreira nos últimos dias.

Semana passada, a Red Bull confirmou que daria a Verstappen a vaga que era de Daniil Kvyat em sua equipe principal. E, logo em sua primeira corrida com o novo time, o holandês venceu, tornando o mais jovem a obter o feito na história.

“Aconteceu muita coisa nas últimas duas semanas, mas o mais importante é que Max conseguiu lidar com tudo”, comemorou o ex-piloto. “Ele trabalhou muito duro, animado por ele mesmo por pilotar um carro bom. Ele é muito flexível, e mostrou isso novamente.”

“Ele é calmo, sabe o que quer, mas a vida dele é assim. Ele corre desde pequeno, então é muito normal para ele. Mas vencer uma corrida sempre será algo especial, ainda mais do jeito que ele venceu. Ele esteve sempre no controle, não cometeu erros, e mereceu.”

Com o resultado, Max já superou o pai, que nunca venceu nas 106 corridas que fez na categoria entre 1994 e 2003.

“Não pensei em momento algum que ele poderia mudar de equipe, não desta maneira, mas sabíamos que pelo menos assim ele teria mais chances de vencer. Mas ele soube preservar os pneus e manteve-se muito calmo o tempo todo.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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