Fórmula 1

Dupla da Mercedes não entra em acordo sobre como será relação após batida

Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

17/05/2016 06h08

Depois de se encontrarem logo nas primeiras curvas do GP da Espanha, baterem e abandonarem, Nico Rosberg e Lewis Hamilton não entraram em um acordo sobre como ficará a disputa interna da Mercedes daqui em diante.

Para Rosberg, que lidera o campeonato após vencer as quatro primeiras etapas, a batida, considerada um incidente de corrida pelos comissários, deveria mudar a atual liberdade para disputa dada pelos dirigentes aos pilotos.

“Vocês dizem que Toto [Wolff, chefe do time] está contente em nos deixar correr, mas não acho que contente seja a palavra certa”, disse Rosberg aos jornalistas ainda no domingo em Barcelona. “Talvez ele tenha tomado uma decisão, mas não tenho certeza de que contente é a palavra certa. Certamente não é a palavra correta para mim, então não entendo.”

Irritado por acreditar que a manobra de Hamilton lhe tirou uma vitória certa, depois de ter assumido o primeiro posto na largada, Rosberg acredita que as coisas podem mudar. “Ainda não discutimos isso, então não sei.”

Minutos antes, Wolff havia garantido à imprensa que o acidente não mudaria a liberdade dada aos pilotos. O tom foi o mesmo de Lewis Hamilton.

“Honestamente, não muda nada. Vamos continuar correndo, só vamos tentar nos certificar de que isso não aconteça de novo. Será difícil estar na mesma posição em Mônaco [próxima etapa] porque lá você não tem esse tipo de chance”, lembrou o inglês.

Com o abandono duplo da Espanha, Rosberg segue líder, mas Hamilton caiu para o terceiro posto, 43 pontos atrás do companheiro.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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