Fórmula 1

Estreia de pneu ultramacio pode fazer a Fórmula 1 bater recorde em Mônaco

Lars Baron/Getty Images
Imagem: Lars Baron/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Monte Carlo (MON)

26/05/2016 09h25

Um pneu feito especialmente para Mônaco. E que deve permitir que os pilotos andem tão rápido quanto na época dos motores V10. É esta a expectativa para a estreia do composto ultramacio, de cor roxa, que a Pirelli promove neste final de semana no Principado.

“Ficaria surpreso se os tempos não baixarem bastante em relação ao ano passado porque os pneus devem nos dar mais aderência e também serão mais fáceis de aquecer”, avaliou Carlos Sainz, da Toro Rosso, ouvido pelo UOL Esporte.

“Acho que a Mercedes deve chegar a 1min13, ou seja, chegando perto dos tempos de 2004 e 2005. Estou animado para isso porque vamos poder forçar mais, poderemos chegar mais perto do limite nesta pista e fazia tempo que não era assim.”

Sainz se refere a um período considerado por muitos pilotos como aquele em que a Fórmula 1 teve os melhores carros, com grande aderência vinda da aerodinâmica e motores potentes. Não por acaso, a maioria dos recordes de pista é de 2004 e 2005. Em Mônaco, a pole mais rápida foi de Kimi Raikkonen em 2005, com 1min16s6.

Um dos motivos para o pneu fazer tanta diferença é do fato do composto mais macio ser mais fácil de aquecer, como explicou Felipe Massa.

“Sabemos que, para Mônaco, quando mais mole o composto, melhor. Então esperamos que o ultramacio seja muito melhor do que o macio e o supermacio, que eram difíceis de aquecer. Vamos ter que pegar o jeito desse pneu o mais rápido possível para entender a estratégia certa no domingo.”

A experiência de Massa com este tipo de composto era mínima antes dos treinos livres desta quinta-feira em Mônaco: o piloto só havia dado uma volta com o ultramacio. Já Felipe Nasr nunca tinha andado com a novidade. “Não sei se o pneu vai nos ajudar ou não.  Depende de como o carro vai estar porque a gente nunca testou com esse pneu”, avaliou.

Mesmo com a velocidade extra, a Pirelli não espera que os pneus tenham grande desgaste devido à falta de abrasividade do asfalto em Mônaco. Assim, a expectativa é de que o composto dure cerca de 40 voltas na corrida, permitindo que os pilotos completem as 78 voltas com apenas uma parada.

O GP de Mônaco tem classificação às 9h pelo horário de Brasília. A largada está marcada para o mesmo horário, no domingo.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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