Fórmula 1

Líder, Ricciardo se empolga com ritmo. E Mercedes já admite preocupação

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Monte Carlo (MON)

26/05/2016 12h37

Depois de ficar mais de meio segundo à frente da Mercedes nos primeiros treinos livres para o GP de Mônaco, Daniel Ricciardo não esqueceu sua empolgação com o resultado - e Nico Rosberg deixou claro que a ameaça da Red Bull é real.

“Temos um carro bom aqui, então acho que tem a ver com o motor e o chassi”, avaliou Ricciardo, único piloto da Red Bull que corre com a versão atualizada da Renault neste final de semana. “Sempre digo que é melhor esperar até a classificação, mas estou feliz. Esta pista é definitivamente uma na qual dá para ganhar um pouco mais se você quiser forçar. Sempre gostei de pilotar aqui e me senti muito confortável com o equilíbiro do carro. E é importante ter confiança no carro aqui.”

Nico Rosberg, por sua vez, garantiu que a Mercedes não estava escondendo o jogo nesta quinta-feira. O alemão disse que, mesmo que ele e o companheiro Lewis Hamilton, terceiro e segundo nos treinos, respectivamente, usassem a configuração máxima do motor, não conseguiriam ser tão rápidos quanto Ricciardo.

“Talvez não os seis décimos mas mesmo se subíssemos a potência do motor, não conseguiríamos melhorar em seis décimos. Temos uma lição de casa para fazer, precisamos melhorar nossa performance.”

Já Sebastian Vettel não teve uma boa quinta-feira com a Ferrari. O piloto, que terminou na nona colocação e chegou a bater na segunda sessão de treinos, dissse que o time tentou um acerto que não funcionou. “Não foi um bom dia. É justo dizer que ficar só dentro do top 10 não é onde merecemos estar. Estamos aqui para lutar por vitórias.”

Como a sexta-feira é marcada pela realização de eventos extrapista em Monte Carlo, os carros só voltam ao circuito no sábado, para o terceiro treino livre, a partir das 6h pelo horário de Brasília. A classificação será às 9h e a largada está marcada para o mesmo horário, no domingo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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