Fórmula 1

Ricciardo se revolta com erro da Red Bull: 'É a segunda vez seguida'

REUTERS/Eric Gaillard
Imagem: REUTERS/Eric Gaillard

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Monte Carlo (MON)

29/05/2016 11h39

Daniel Ricciardo chegou em segundo lugar no GP de Mônaco. Mas não poderia estar mais decepcionado com sua corrida: pole position, o australiano controlou boa parte da prova até que um erro no pit stop da Red Bull acabou entregando a vitória para Lewis Hamilton.

Após dominar as primeiras voltas da prova, Ricciardo vinha em segundo após ter feito uma parada a mais que Hamilton, mas tinha a clara oportunidade de reassumir a liderança não fosse o erro de sua equipe, que não tinha seus pneus preparados quando o australiano chegou nos pits. O piloto acabou retornando à pista colado em Hamilton, mas não conseguiu passar o inglês.

“Não há nada que vocês possam falar para melhorar isso”, disse o piloto à equipe via rádio logo que cruzou a linha de chegada.

Entrevistado no pódio, Ricciardo voltou a criticar o time. “Machuca. Não deveria ter sido uma prova ser tão animada quanto foi. Não faço ideia do que aconteceu no meu pit stop. Me chamaram para o box, não fui eu que decidi entrar. Então eles deveriam estar prontos. Nem quero ficar falando sobre isso.”

Ricciardo lembrou que é a segunda corrida seguida em que a equipe acaba prejudicando-o. No GP da Espanha, o australiano também liderava, mas adotou a estratégia errada e viu a vitória ficar com o companheiro Max Verstappen.

“Já é a segunda corrida que eu me dou mal. Sinto que era o mais rápido em todas as condições, mas o segundo lugar não mostra isso.”

O consultor da Red Bull, Helmut Marko, disse que o erro foi de comunicação. “Nós demos a corrida de presente para a Mercedes. Infelizmente houve muitos desentendidos e a comunicação não foi correta. Vamos investigar para ver o que aconteceu. Foi um erro humano. Sinto muito por Daniel, tudo o que podemos fazer é pedir desculpas.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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