Fórmula 1

Casa de apostas reembolsa fãs de Ricciardo após erro 'vergonhoso' em Mônaco

Reprodução
Imagem: Reprodução

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

31/05/2016 06h04

Uma casa de apostas online da Austrália decidiu reembolsar quem colocou dinheiro em uma vitória de Daniel Ricciardo no GP de Mônaco devido ao erro da Red Bull que custou um triunfo que parecia certo do australiano.

Ricciardo perdeu nove segundos em um pit stop decisivo na corrida, quando a equipe demorou para decidir qual tipo de pneu de pista seca colocaria no carro do australiano e não estava preparada para a parada. Com isso, o australiano, que largara da pole e voltaria em primeiro caso o erro não tivesse acontecido, retornou à pista a 0s5 de Lewis Hamilton, chegando em segundo lugar.

O site de apostas Sportsbet chegou a chamar o erro de “sabotagem” a anunciou o reembolso das apostas feitas em dinheiro para a vitória de Ricciardo. Com isso, cerca de 204 mil reais foram devolvidos aos apostadores.

“Foram os pits. Ricciardo estava como um touro em uma loja de chineses, assim como estão nossos apostadores que colocaram dinheiro nele”, disse o diretor do site, Will Byrne. “Então vamos tentar tirar um pouco do desapontamento desse resultado vergonhoso ao reembolsar as apostas para que o australiano vencesse a corrida.”

Bastante irritado após a prova, Ricciardo lembrou que é a segunda vez seguida que um erro da equipe lhe tira uma vitória que parecia certa. No GP da Espanha, o time optou por uma estratégia que se mostrou pior que a de seu companheiro Max Verstappen, que venceu o GP.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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