Fórmula 1

Rosberg se declara para a Mercedes, mas renovação não é simples. Entenda

AFP PHOTO/ANDREJ ISAKOVIC
Imagem: AFP PHOTO/ANDREJ ISAKOVIC

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

31/05/2016 05h30

Mesmo com os rumores sobre dificuldades na negociação da renovação de seu contrato com a Mercedes aumentando, Nico Rosberg insistiu após o GP de Mônaco que ainda não iniciou a discussão sobre onde estará no grid de 2017 na Fórmula 1. Mas fez questão de enfatizar que quer ficar com a Mercedes “por muitos anos”.

O alemão é atualmente líder do campeonato, com 24 pontos de vantagem em relação ao companheiro Lewis Hamilton, graças às quatro vitórias seguidas no início do ano. Nas últimas duas provas, contudo, bateu com o inglês na Espanha e fez uma prova apagada no Principado, terminando apenas em sétimo.

No último final de semana, foi noticiado que o pai de Nico, o campeão de 1982 Keke Rosberg, pediu a ajuda de Gerhard Berger, conhecido por ser um negociador hábil, para cuidar da renovação.

Os entraves seriam dois: Rosberg quer um salário similar ao de Hamilton, que atualmente ganha quase o dobro, com um contrato finalizado ano passado, e quer permanecer no time por três anos. A Mercedes prefere um acordo de um ano com a opção de uma segunda temporada.

“Não é algo em que estou pensando, não está na minha mente. Não tem estado na semana passada e também não estará depois desta corrida então, só para repetir, estou feliz na Mercedes e a Mercedes está contente comigo, então tenho certeza de que estarei aqui por muitos anos.”

O contrato atual de Rosberg é de três anos e se encerra ao final desta temporada. O alemão está na Mercedes desde o início de 2010, quando a fábrica alemã comprou o espólio da Brawn e assumiu o time.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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