Fórmula 1

Após decepção com ritmo em Mônaco, Honda cobra a McLaren por melhoras

Lars Baron/Getty Images
Imagem: Lars Baron/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

01/06/2016 05h21

Desde a volta da parceria com a Honda, no início de 2015, a McLaren tem cobrado publicamente a montadora devido ao rendimento ruim de seu motor. Depois do GP de Mônaco, em que o time inglês acreditava ter o terceiro melhor carro e entrou por pouco no top 10 na classificação, o jogo virou e foram os japoneses que se mostraram descontentes com a performance do carro.

“O rendimento do carro não foi tão bom quanto esperávamos”, disse Yusuke Hasegawa, chefe da Honda na Fórmula 1, ao site oficial da categoria. “Achávamos que o carro poderia se adaptar melhor ao circuito, ainda que o resultado da corrida, com um quinto e nono lugares, seja muito positivo. Mas temos de tentar melhorar o rendimento técnico real do carro ao invés de esperar os resultados simplesmente por sorte ou incidentes de corrida.”

De fato, ao igualar o melhor resultado da McLaren desde o retorno da parceria com a Honda com o quinto posto em Mônaco, Fernando Alonso creditou o resultado mais à estratégia da equipe do que ao rendimento do carro e também cobrou melhorias.

“Mônaco é muito diferente, então não vamos tirar muitas conclusões. O resultado foi o melhor do ano até agora, mas o nível de competitividade não foi excelente, sofremos com a falta de ritmo”, disse o espanhol ao final da corrida. “Vamos ao Canadá com algumas melhoras, principalmente parece que no motor, então veremos se começamos a usar algumas fichas de desenvolvimento e se podemos estar mais à frente.”

O GP do Canadá será disputado dia 12 de junho, em Montreal.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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